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Compartilhe sua experiência e aprenda mais sobre o zumbido

foto2Dia sete de março tem início o GIPZ de 2014. Antigamente chamado de GAPZ, o grupo existe desde 1999 e as reuniões acontecem em todas as primeiras sextas-feiras do mês, de março a dezembro. O ideal é que pessoas que sofrem com o zumbido e não sabem como proceder em relação a isso, ou até mesmo aqueles que já foram em médicos e escutaram que esse sintoma não tem tratamento – o que está errado, – compareçam aos encontros para compartilhar e aprender mais sobre esse mal.
Coordenadora do grupo, a otorrinolaringologista e otoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, oferece um ótimo argumento para que as pessoas que têm zumbido comecem a ir ao GIPZ. “Estudos evidenciam que a participação em pelo menos 75% dos encontros promove uma melhora significativa no zumbido, pois a percepção do problema é minimizada”, ressalta.
A cada encontro são tratados diferentes temas relacionados ao zumbido assim como são ministradas palestras por especialistas de várias áreas, desde psicologia até fisioterapia, ortodontia, fonoaudiologia e a otoneurologia. “O tratamento do zumbido muitas vezes exige uma equipe interdisciplinar, pois é um sintoma que pode ter mais de 200 causas e afetar diversas partes do organismo. Para tratá-lo de forma correta, é necessário diagnosticar todas as causas e criar estratégias adequadas para curá-las. Após a identificação desses fatores, o tratamento e pode variar de desde o uso de aparelhos auditivos, terapia sonora à correção das alterações gerais da saúde do paciente”, explica a especialista.
Como já citado pela médica, a melhora no zumbido depende do grau de informação e interesse do paciente em se tratar. Quanto mais se sabe sobre o problema, maiores são as chances de sucesso no tratamento. A participação em grupos de ajuda, como o GIPZ, são essenciais para a desmistificação do zumbido e a atualização sobre tratamentos, sintomas e demais características que possam envolver o problema do ruído.
Ao fim das palestras, que duram cerca de uma hora, os especialistas oferecem uma hora a mais para que os pacientes façam perguntas, tirem suas dúvidas e compartilhem suas experiências. As reuniões acontecem sempre no 5º andar do anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, a partir das 14 horas. A reunião é aberta a qualquer pessoa e é gratuita a participação. Quem quiser colaborar pode fazer a doação de um produto de higiene pessoal.

Para agendar a presença ou maiores informações, ligue (41) 3225-1665.

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Zumbido e o sono

0a0asonoCaracterizado como um som percebido pelo individuo sem uma fonte externa que o produza, o zumbido é um sintoma que afeta cerca de 28 milhões de pessoas no Brasil e possui mais de 200 causas conhecidas – dentre elas a exposição a ruídos muito altos, acidentes, infecções nos ouvidos, envelhecimento, stress, etc.
Quem sofre com esse mal, escuta barulhos que variam desde chiado, apito, barulho de chuveiro, de cachoeira, de concha, de cigarra, do escape da panela de pressão, de campainha, do esvoaçar de um inseto até a pulsação do coração. O zumbido ainda pode ser contínuo ou intermitente, em só um ou nos dois ouvidos.
“A causa mais comum para o aparecimento do zumbido é a exposição frequente dos ouvidos aos sons intensos, o que faz com que a capacidade de ouvir seja diminuída. O envelhecimento natural do organismo é outro fator comum que pode desencadear o aparecimento de zumbidos”, explica a Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista e otoneurologista, de Curitiba.
Segundo a especialista, quando o ambiente está silencioso – antes de dormir, por exemplo – é quando o paciente escuta o zumbido de forma mais alta e incômoda. “O zumbido pode fazer com que haja um quadro de insônia, pois a pessoa percebe mais o zumbido no silêncio antes de dormir. Além disso, quando ocorrem interrupções no sono durante a madrugada, ao despertar, a pessoa percebe o zumbido, e tem dificuldade para dormir novamente”, comenta Rita.
Segundo a especialista, durante o sono também podem acontecer os microdespertares, observados apenas na polissonografia, mas que correspondem a apertamentos de dentes – outra causa de zumbido. “Enfim: o sono não reparador causa cansaço, problemas de atenção, concentração, humor, e, consequentemente, um maior incômodo com o zumbido no dia seguinte”, exalta.
A doutora explica que no silêncio, o ruído, originado dentro do corpo e percebido na cabeça ou nos ouvidos, fica ainda mais ‘alto’. “Na realidade, mesmo quando não existe modulação de volume do zumbido, o que muda é a percepção do paciente. Ou seja, quanto mais ele dá atenção ao ruído, principalmente em situações de estresse e ambientes silenciosos, maior é a sua percepção”, ressalta.
O tratamento para os indivíduos que sofrem com o zumbido é um desafio para os médicos e para os próprios indivíduos, pois nesses casos podem ser apresentados quadros de ansiedade, depressão, desgaste emocional, irritabilidade e, em alguns casos, afetando as atividades do dia a dia dos pacientes. Isso significa que, muitas vezes o tratamento envolve uma equipe interdisciplinar de especialistas, envolvendo desde otoneurologistas, passando por fisioterapeutas, psicólogos, ortodontistas, etc.
“Situações de estresse podem aumentar a percepção do zumbido, portanto praticar atividades físicas, yoga, meditação e tentar descansar durante o dia, são ótimas dicas para conseguir relaxar”, comenta Rita. Outra dica é evitar dormir no silêncio completo – para isso, devem ser utilizados sons neutros, baixos e contínuos, como por exemplo, CDs com som da natureza, músicas suaves, etc. “Qualquer atividade que cause um relaxamento no indivíduo e medidas de higiene do sono são válidas para que ele possa ter uma noite de sono tranquila sem a interferência dos zumbidos”, conclui.
Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães (CRM 9009)
Otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR
Blog: http://canaldoouvido.blogspot.com
Fan Page: https://www.facebook.com/canaldoouvido?ref=hl

Tem barulho aí?

logo ritaCom mais de 6 anos de existência, o Grupo de Informação para Pessoas com Zumbido (GIPZ) em Curitiba vem trazendo uma grande mudança na vida das pessoas que sofrem com esse sintoma– que afeta cerca de 28 milhões de brasileiros.

A Dra. Rita Guimarães, otorrinolaringologista, é coordenadora do grupo e, junto com uma equipe médica interdisciplinar – que conta com fisioterapeuta, fonoaudióloga, psicóloga e ortodontista, – faz um trabalho voluntário no qual conta com a presença de equipe em todas as primeiras sextas-feiras de cada mês no Hospital de Clínicas para palestrar e tirar dúvidas sobre o assunto.

Com a entrada franca, os presentes têm o privilégio de poder assistir as palestras dos especialistas e compartilhar com outras pessoas o que sentem, tudo isso de forma gratuita.

O GIPZ encerrou as atividades em 2013 em encontro que tratou sobre o sucesso no tratamento do zumbido

0aGIPZ DezembroCom a presença de duas pacientes que trataram o sintoma, a reunião lotou o auditório do Hospital das Clínicas.
Sexta feira passada, dia 29 novembro, aconteceu última a reunião do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido (GIPZ) de 2013, em Curitiba. O Grupo, que é formado pela médica otorrinolaringologista e ortoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, pela fonoaudióloga Izabella Pedriali de Macedo, pela fisioterapeuta Vivian Pasqualin, pela psicóloga Daniela Matheus e pelo ortodontista Gerson Kohler, nesse mês abordou o assunto “Casos de sucesso no tratamento do zumbido”, e, diferentemente dos outros encontros, em que um dos especialistas ministra uma palestra, nesse caso, duas pacientes que já tiveram zumbido e realizaram tratamentos adequados para amenizá-los e até curá-lo compartilharam sua experiência com os presentes.
Com o auditório inteiramente lotado, a primeira a contar a sua experiência com o zumbido foi Ivonete Muxfeldt, que começou a sofrer com zumbidos em 2008, mas sentiu uma piora em 2011, quando foi procurar ajuda médica. A Dra. Rita, responsável por diagnosticar a paciente – que sofre com a Doença de Menière, – após realizar os exames necessários, indicou o uso do aparelho auditivo, que Ivonete só tira hoje para dormir. “É preciso confiar na médica. Depois do tratamento e do uso do aparelho, sons ‘simples’ voltaram a fazer sentido – e eu entendi o motivo do meu marido se incomodar com o barulho do salto e o da louça batendo, por exemplo. Ir ao teatro, à palestras, ouvir o barulho do vento são coisas que antes não aconteciam, e hoje são normais. E o zumbido? Quando tiro o aparelho para dormir, de vez em quando escuto ele, mas ele se tornou tão baixinho que não incomoda mais”, comentou a paciente.
Rita explicou que, no caso de Ivonete, ela usará o aparelho para o resto de sua vida, mas que, assim como o aparelho será permanente, o zumbido será cada vez menos percebido. A especialista explicou que “não existe mágica, existe diagnóstico correto e comprometimento do paciente”, e esses são os casos de Ivonete e de Juliane Yukie Santos Silva Hassum. A segunda sofreu um processo inflamatório e perdeu praticamente toda a audição do ouvido direito.
Após ir em alguns médicos e obter sempre respostas negativas, Juliane chegou à Rita, que soube diagnosticar seu problema, que causava, entre outros sintomas, um zumbido que a incomodava demais. O diagnóstico foi complicado, mas a melhor solução foi o ouvido biônico – ou implante coclear, – colocado por meio de uma cirurgia. “Antes da implantação do aparelho, era difícil ouvir qualquer ruído. Meu marido reclamava do meu mau humor, eu não ouvia direito meus filhos chorando, ir em restaurantes grandes e movimentados era impossível”, comentou a paciente.
Com o implante há cerca de dois meses, ela afirma já ter percebido várias diferenças. “Foi uma cirurgia simples, fui para a minha casa no mesmo dia e não senti dor. Após a ativação do aparelho, que demorou cerca de trinta dias depois da cirurgia, o zumbido passou a não incomodar mais e o humor melhorou”, comentou. A doutora explicou que o som ouvido por Juliane por meio do implante é metálico, motivo que no começo pode causar estranhamento, mas, segundo a própria paciente, já na primeira semana com o aparelho ela havia se acostumado.
Para fechar com chave de ouro o GIPZ de 2013, todos os presentes cantaram parabéns para a Dra. Rita, que comemorou aniversário dia 1° de Janeiro, e foram brindados com um coffee break. Em 2014 o GIPZ retorna dia 7 de março.

GIPZ se reúne no final de novembro para expor casos de sucesso nos tratamentos

logo ritaO encontro contará com a presença de pacientes em tratamento ou que já foram curados do zumbido.
Na próxima sexta-feira, dia 29 de novembro, acontece a já conhecida reunião de do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido (GIPZ), em Curitiba. Formado pelos especialistas Rita de Cássia Cassou Guimarães, médica otorrinolaringologista e ortoneurologista, Izabella Pedriali de Macedo, fonoaudióloga, Vivian Pasqualin, fisioterapeuta, Daniela Matheus, psicóloga e Gerson Kohler, ortodontista, as reuniões, realizadas sempre nas primeiras sextas-feiras do mês – de março a novembro – têm como objetivo esclarecer, explicar e tirar todas as dúvidas possíveis quando o assunto é o zumbido.
No encontro de novembro as coisas serão um pouco diferentes. Para fechar com chave de ouro o GIPZ 2013, ao invés de uma palestra de uma hora de duração com os especialistas – e a segunda hora voltada para perguntas dos presentes, – dessa vez quem irá falar são os pacientes em tratamento ou totalmente curados do zumbido.
A fim de estimular os presentes à procurar o tratamento interdisciplinar correto, os pacientes que estão no processo de cura ou já realizaram-no podem contar com maior prioridade como se sentem depois de uma melhora no sintoma – o zumbido, no caso, – como foi que começaram a sofrer com o zumbido, qual a causa de cada zumbido, etc.
Rita Guimarães, coordenadora do GIPZ, lembra que durante os encontros não são feitas consultas e os profissionais não analisam os exames. “Nosso objetivo é dar direcionamentos e esclarecimentos sobre o zumbido, e, ao ouvir as próprias pessoas que enfrentaram ou ainda estão enfrentando esse sintoma e alcançando um resultado positivo, os presentes se sentem mais estimulados a fazer o mesmo: procurar ajuda, – além disso, eles sentem-se confortados, pois escutam pessoas que passaram pelo mesmo problema que eles e estão superando isso”, enfatiza Rita.
A reunião acontece no 5º andar do Anexo B do Hospital de Clínicas da UFPR, em Curitiba. O encontro têm início às 14 horas e a entrada é franca.
O telefone de contato para participar das reuniões e tirar demais dúvidas é o (41) 3225-1665.

Percepção do zumbido pode ser diminuída com tratamento interdisciplinar

fotdndo 2Otorrinolaringologistas, ortodontistas, psicólogos, fisioterapeutas, etc. Muitas vezes, tratar o zumbido envolve profissionais de várias áreas.

O zumbido é caracterizado como um som nos ouvidos ou na cabeça sem a presença de uma fonte externa e é um sintoma que atinge 17% da população mundial, em grande número idosos – um terço das pessoas com mais de 65 anos se queixam do sintoma.
Alterações metabólicas, problemas cardiovasculares, contração muscular em excesso, questões odontológicas, certos remédios, modo de vida inadequado e doenças do ouvido são apenas alguns dos mais de 200 fatores que podem estar relacionados ao seu aparecimento, – apesar de o sintoma mais comum ser a perda de audição. “Nove em cada dez pacientes que sofrem com zumbido têm perda auditiva, porém, vale lembrar que o zumbido não causa surdez, mas a surdez pode provocar zumbido” ressalta Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães, Otorrinolaringologista e Otoneurologista de Curitiba, PR.
Pelo fato de poder ser causada por mais de uma razão – e, muitas vezes, alguns fatores em conjunto – para fazer o tratamento correto do zumbido podem ser necessários o acompanhamento de profissionais de diferentes áreas para descobrir os problemas que o causam. Rita comenta que o diagnóstico do zumbido exige uma investigação completa da audição e da saúde geral do paciente. “O primeiro profissional a ser consultado deve ser um otorrinolaringologista especialista no assunto, ou seja, um otoneurologista. Será ele quem fará os encaminhamentos necessários caso o zumbido esteja ligado com fatores psicológicos, ou com problemas ortodônticos ou à fisioterapia”, diz.
Os tratamentos do zumbido variam conforme a causa, por isso a intervenção deve ser interdisciplinar. Ortodontia, odontologia, psicologia fisioterapia e fonoaudiologia são algumas das especialidades que atuam em conjunto com a Otoneurologia para cuidar de pacientes que sofrem com esse mal.
“Para o tratamento correto, é preciso diagnosticar todas as causas e criar estratégias adequadas para tratá-las. O tratamento pode variar desde o uso de aparelhos auditivos, terapia sonora à correção das alterações gerais da saúde do paciente” comenta a especialista.
Rita lembra que hábitos sedentários, alimentação inadequada, vícios em álcool ou tabaco, exposição a ruídos intensos, e o exagero na ingestão de açúcar, sal, cafeína e/ou chás também são fatores que podem aumentar os riscos do surgimento do zumbido, dependendo do indivíduo. Além disso, cada paciente percebe zumbido uma forma diferente. “A percepção do ruído é ligada ao sistema límbico, o mesmo responsável pelas emoções. Quando sensações e emoções negativas estão conectadas ao sintoma, o cérebro dá mais atenção ao zumbido” exalta a médica.
Enquanto alguns pacientes não se incomodam com o barulho, outros se sentem desconfortáveis a ponto de não conseguir dormir direito ou de não conseguir realizar suas atividades normalmente. Estudos revelam que em cerca de 80% dos casos o zumbido é bloqueado pelo cérebro e o indivíduo não sente incômodo. De resto, cerca de 15% dos pacientes sentem incômodos com o zumbido e 5% tem o chamado ‘zumbido incapacitante’, que compromete a vida profissional, social e a saúde.
Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães (CRM 9009)
Otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR
Blog: http://canaldoouvido.blogspot.com
Email: ritaguimaraescwb@gmail.com
Telefone: 41-3225-1665
Endereço: Rua João Manoel, 304 Térreo, Bairro São Francisco, Curitiba PR.

GIPZ se reúne em novembro para tratar sobre a Terapia sonora para o zumbido

GIPZ Outubro (6) aaaaaaaaaaaaaA palestra de uma hora de duração será ministrada pela otoneurologista, otorrinolaringologista e coordenadora do grupo, Dra. Rita Guimarães .

Na próxima sexta-feira, (amanhã), dia 1° de novembro, acontece a já conhecida reunião de do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido (GIPZ), em Curitiba. Formado pelos especialistas Rita de Cássia Cassou Guimarães, médica otorrinolaringologista e ortoneurologista, Izabella Pedriali de Macedo, fonoaudióloga, Vivian Pasqualin, fisioterapeuta, Daniela Matheus, psicóloga e Gerson Kohler, ortodontista, as reuniões, realizadas sempre nas primeiras sextas-feiras do mês – de março a dezembro – têm como objetivo esclarecer, explicar e tirar todas as dúvidas possíveis quando o assunto é o zumbido.

No encontro de novembro, a palestrante em questão será a otoneurologista, otorrinolaringologista e coordenadora do grupo, Dra. Rita Guimarães, que trabalhará mais a fundo questões sobre a terapia sonora para o zumbido. Segundo a especialista, uma das estratégias utilizadas no tratamento do zumbido é a Terapia de Retreinamento do Zumbido (TRT), em que o principal objetivo é enriquecer a audição do paciente com o uso de determinados sons. “A maioria dos pacientes relata que o zumbido é mais perceptível à noite, quando tudo está em silêncio. Esta terapia possui resultados positivos somente para os casos indicados, ou seja, nem todos se beneficiam deste tratamento”, diz.

A Terapia Sonora para o Zumbido tem uma duração de 18 à 24 meses e o seu objetivo é reprogramar o cérebro para que ele aprenda a filtrar o zumbido. “Desta forma ele não percebe mais o ruído e o paciente consegue ter uma melhora na sua qualidade de vida” destaca Rita.

Outra estratégia utiliza o Neuromonics, um método novo que já está disponível em Curitiba e é considerado o mais recente no que diz respeito à terapia sonora para o zumbido. “O paciente estimula as suas vias auditivas por meio de fones de ouvido, com som neutro e uma música armazenados em um cartão de memória, gravado conforme o perfil de audição de cada indivíduo. O uso deve ser feito em alguns momentos do dia, conforme as orientações médicas. O tratamento dura de seis a oito meses”, declara Rita, que falará mais sobre o assunto durante a reunião.

As reuniões do GIPZ

A primeira hora dos encontros é destinada a palestra ministrada por um dos especialistas. A segunda hora é dedicada ao esclarecimento de dúvidas dos presentes e a troca de experiências entre os pacientes. “Não fazemos consultas e nem vemos exames. Nosso objetivo é dar direcionamentos e esclarecimentos sobre o zumbido”, enfatiza Rita.

As reuniões acontecem todos os meses na primeira sexta-feira do mês (nesse caso, dia quatro de outubro), no 5º andar do Anexo B do Hospital de Clínicas da UFPR, em Curitiba. Os encontros têm início as 14 horas e a entrada é franca.

O telefone de contato para participar das reuniões e tirar demais dúvidas é o (41) 3225-1665.

O zumbido, suas particularidades e suas formas de tratamento

GIPZ Outubro (6) aaaaaaaaaaaaaO GIPZ de outubro contou com a palestra da coordenadora do grupo, Dra. Rita Guimarães, e tratou desse delicado assunto.
Sexta feira passada, dia seis quatro de outubro, aconteceu a já conhecida reunião do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido (GIPZ), em Curitiba. O Grupo, que é formado pela médica otorrinolaringologista e ortoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, pela fonoaudióloga Izabella Pedriali de Macedo, pela fisioterapeuta Vivian Pasqualin, pela psicóloga Daniela Matheus e pelo ortodontista Gerson Kohler, nesse mês, abordou o assunto “Noções sobre os vários tratamentos para o zumbido”, e a palestrante do encontro foi a especialista no assunto, Dra. Rita Guimarães.
Para começar a palestra, a Dra. Rita explicou que o zumbido é um sintoma, e não uma doença. “Sendo assim, o princípio do tratamento é diagnosticar a causa, ou as causas do zumbido” exalta a especialista. E, por mais que existam cerca de 200 causas possíveis para o surgimento do zumbido, 85% dos pacientes que sofrem com esse mal têm pelo menos alguma doença no ouvido, e elas variam desde problemas auditivos até otites, otosclerose, tumores, perfuração no tímpano, doenças no labirinto e até catarro, que pode bloquear o canal – por isso, o primeiro médico que deve ser procurado pelo paciente é o otorrinolaringologista.
Para o tratamento do zumbido é necessário cuidar e reverter condições gerais do organismo que não estão sob controle, como a pressão alta e a diabetes, por exemplo, que, quando fogem dos padrões, podem ser responsáveis pelo zumbido do paciente.
Assim como o zumbido muda de pessoa para pessoa, o seu tratamento também é específico em cada caso. “Cada paciente tem um tratamento diferente. Ele pode variar desde o uso de medicamentos, que tem uma porcentagem de melhora entre 50% e 60% dos pacientes, cirurgias – como, por exemplo, para corrigir alguma perfuração no tímpano, – reabilitação auditiva com aparelhos auditivos e terapia sonora”, explicou Rita.
Além disso, a médica explicou que existem condições de cada paciente que podem influenciar no grau do zumbido, que podem variar de acordo com seus hábitos ou vícios, como fumar e a ingestão de bebidas alcoólicas, por exemplo, distúrbios hormonais, vasculares, metabólicos e até alimentares. “Existem casos em que a cafeína e a teína, presente no chá mate e no chimarrão, podem piorar ou fazer surgir o quadro de zumbido no paciente”, observa Rita.
As reuniões acontecem todos os meses na primeira sexta-feira do mês, no 5º andar do Anexo B do Hospital de Clínicas da UFPR, em Curitiba. Os encontros têm início às 14 horas e a entrada é franca.
O próximo encontro acontecerá no dia 1° de novembro, terá como tema “Terapia sonora para o zumbido” e a palestra vai ser ministrada pela coordenadora do grupo, Dra. Rita Guimarães.
O telefone de contato para participar das reuniões e tirar demais dúvidas é o (41) 3225-1665.

GIPZ se reúne em outubro para esclarecer a contribuição da ortodontia na avaliação e no tratamento do Zumbido

logo ritaA palestra de uma hora de duração será ministrada pela otoneurologista, otorrinolaringologista e coordenadora do grupo, Dra. Rita Guimarães.

Na próxima sexta-feira, dia 04 de outubro, acontece a já conhecida reunião de do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido (GIPZ), em Curitiba. Formado pelos especialistas Rita de Cássia Cassou Guimarães, médica otorrinolaringologista e ortoneurologista, Izabella Pedriali de Macedo, fonoaudióloga, Vivian Pasqualin, fisioterapeuta, Daniela Matheus, psicóloga e Gerson Kohler, ortodontista, as reuniões, realizadas sempre nas primeiras sextas-feiras do mês – de março a dezembro – têm como objetivo esclarecer, explicar e tirar todas as dúvidas possíveis quando o assunto é o zumbido.
No encontro de outubro, a palestrante em questão será a otoneurologista, otorrinolaringologista e coordenadora do grupo, Dra. Rita Guimarães, que trabalhará mais a fundo questões sobre as opções de tratamento para o zumbido. Segundo a especialista, o zumbido pode ser causado por mais de 200 fatores – e, muitas vezes, por mais de uma causa na mesma pessoa.
Devido a essas diversas causas, o tratamento varia de pessoa para pessoa e pode precisar de uma intervenção interdisciplinar. Odontologia, Psicologia Fisioterapia,e Fonoaudiologia são algumas das áreas que atuam em conjunto com a Otoneurologia para cuidar de pacientes que sofrem com esse mal. É necessário diagnosticar todas as causas e criar estratégias adequadas para tratá-las. Após a identificação desses fatores, o tratamento mais adequado é prescrito, e pode variar de desde o uso de aparelhos auditivos, terapia sonora à correção das alterações gerais da saúde do paciente.
As reuniões do GIPZ
A primeira hora dos encontros é destinada a palestra ministrada por um dos especialistas. A segunda hora é dedicada ao esclarecimento de dúvidas dos presentes e a troca de experiências entre os pacientes. “Não fazemos consultas e nem vemos exames. Nosso objetivo é dar direcionamentos e esclarecimentos sobre o zumbido”, enfatiza Rita Guimarães.
Rita destaca que o conhecimento é fundamental para aumentar a qualidade de vida dos pacientes com zumbido. “Com as informações necessárias, eles percebem que o zumbido é um sintoma que tem tratamento e não oferece riscos à saúde. Descobrem que ele não causa surdez, não afeta problemas psicológicos e nem desencadeia qualquer enfermidade. Assim como a febre, o zumbido indica que algo está errado no organismo e é este agente que devemos eliminar”, conclui a coordenadora.
As reuniões acontecem todos os meses na primeira sexta-feira do mês (nesse caso, dia quatro de outubro), no 5º andar do Anexo B do Hospital de Clínicas da UFPR, em Curitiba. Os encontros têm início as 14 horas e a entrada é franca.
O telefone de contato para participar das reuniões e tirar demais dúvidas é o (41) 3225-1665.

Distúrbios da ATM e exacerbação da força muscular sobre a mandíbula podem estar ligados diretamente com zumbido

GIPZ Setembro 001 aaaaaaaaaaaO GIPZ – Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido – de setembro contou com a palestra do ortodontista e ortopedista facial, Gerson Köhler, e tratou desse delicado assunto.

Sexta feira passada, dia seis de setembro, aconteceu a já conhecida reunião do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido (GIPZ), em Curitiba. O Grupo, que é formado pela médica otorrinolaringologista e otoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, pela fonoaudióloga Izabella Pedriali de Macedo, pela fisioterapeuta Vivian Pasqualin, pela psicóloga Daniela Matheus e pelo ortodontista e ortopedista facial Gerson Kohler. Neste mês de setembro foi abordado o assunto “A Contribuição da Ortodontia, Ortopedia Facial e Craniomandimular no Tratamento do Zumbido”, e o palestrante do encontro foi o especialista no assunto, Gerson Köhler.
Segundo o especialista, as articulações temporomandibulares (ATMs), são as principais responsáveis pelo movimento do abrir e fechar a mandíbula/boca – como na mastigação e na fala, por exemplo – e devem apresentar movimentos suaves, não fazer estalos e nem causar dor nenhuma. Mas isto, enfatiza o especialista, só costuma ocorrer quando a oclusão dentária está correta e nenhum outro fator de habitualidade nociva a prejudica, tal como o apertamento excessivo dos dentes durante o sono, por exemplo.
“As portas precisam de dobradiças bem reguladas, corretas, para fecharem e abrirem de forma correta: o mesmo acontece com a mandíbula. Se a ATM não estiver ‘bem regulada’, os movimentos que dependem dela para serem bem realizados, podem causar incômodos, dores, e, em alguns casos, o zumbido e outros sintomas que “parecem” estar nos ouvidos”, explica Köhler.
Em alguns casos, devido ao apertamento e à mandíbula mal posicionada em função da oclusão dentária incorreta, pode ocorrer um deslocamento desse osso, o que pode fazer com que surja um zumbido, que pode ser uni ou bilateral, devido ao excesso de força muscular aplicado a um dos lados da face sobre os dentes. “Muitas pessoas sofrem com apertamentos verticais dentários além da conta durante o sono, e isso faz com que elas acordem com a musculatura do rosto fatigada, tensa e até dolorida”, diz.
Köhler destaca que estes aspectos odontológicos podem causar o zumbido, influenciar a sua intensidade ou agravar o quadro quando o sintoma já existe por outros motivos. Porém, o especialista faz questão de ressaltar que, antes de chegar ao consultório de um ortodontista ou ortopedista facial, o paciente deve procurar um otorrinolaringologista ou um otoneurologista. “Este é o médico especialista no assunto e é ele quem fará o encaminhamento para outras especialidades, como a ortodontia, fisioterapia, psicologia, etc, conforme cada caso e quando necessário,” alerta.
Um dos alertas dados por Köhler é que os dentes superiores e inferiores não devem permanecer juntos – tocando-se – por mais de uma hora (no máximo) por dia – isso somando as refeições, que obrigam o ser humano a fechar completamente a boca para mastigar. “Se uma pessoa passa mais de uma hora por dia com os dentes superiores e inferiores tocando-se – encostados, isso pode causar um desconforto muscular. Se a pessoa já possui esse ‘vício’, ela precisa se policiar e lembrar de relaxar os músculos faciais. O apertar de dentes é um ciclo vicioso sim, e, se não tomados devidos cuidados, pode entrar no ‘piloto automático’ e o indivíduo nem percebe que está forçando os músculos de forma inadequada”, conclui Köhler.
As reuniões acontecem todos os meses na primeira sexta-feira do mês, no 5º andar do Anexo B do Hospital de Clínicas da UFPR, em Curitiba. Os encontros têm início às 14 horas e a entrada é franca.
O próximo encontro acontecerá no dia quatro de outubro, terá como tema “Opções de tratamento para o Zumbido” e a palestra vai ser ministrada pela coordenadora do grupo, a Dra. Rita Guimarães médica otoneurologista e coordenadora do GIPZ.
O telefone de contato para participar das reuniões e tirar demais dúvidas é o (41) 3225-1665.

GIPZ se reúne em setembro para esclarecer a contribuição da ortodontia na avaliação e no tratamento do Zumbido

0a34025_130327293665714_130326770332433_212255_6992239_nA palestra de uma hora de duração será ministrada pelo ortodontista e ortopedista facial, Gerson Köhler.

Na próxima sexta-feira, dia 06 de setembro, acontece a já conhecida reunião de do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido (GIPZ), em Curitiba. Formado pelos especialistas Rita de Cássia Cassou Guimarães, médica otorrinolaringologista e ortoneurologista, Izabella Pedriali de Macedo, fonoaudióloga, Vivian Pasqualin, fisioterapeuta, Daniela Matheus, psicóloga e Gerson Kohler, ortodontista, as reuniões, realizadas sempre nas primeiras sextas-feiras do mês – de março a dezembro – têm como objetivo esclarecer, explicar e tirar todas as dúvidas possíveis quando o assunto é o zumbido.
No encontro de setembro, o palestrante em questão será o ortodontista e ortopedista facial, Gerson Köhler, que trabalhará mais a fundo a relação entre o zumbido e a ortodontia. Segundo o especialista, o zumbido pode ser causado por mais de 200 fatores – e vários deles envolvem questões odontológicas. “Bruxismo, má oclusão dentária, excesso de força na musculatura facial e apertamentos podem ser responsáveis pelo surgimento do ruído, produzido internamente pelo organismo e ouvido na cabeça ou nos ouvidos. Os aspectos odontológicos podem causar o zumbido, influenciar a sua intensidade ou agravar o quadro quando o sintoma já existe por outros motivos”, destaca o especialista.
Porém, Köhler ressalta que antes de chegar ao consultório de um ortodontista ou ortopedista facial, o paciente deve procurar um otorrinolaringologista. Este é o médico que irá descartar as causas mais comuns e fazer o encaminhamento para outras especialidades conforme o caso. “Mais de uma causa pode se manifestar em um mesmo indivíduo, por isso é fundamental investigar o caso de maneira minuciosa. O paciente deve ter paciência, pois o diagnóstico envolve diversas fases e pode ser um pouco demorado”, acrescenta.
As reuniões do GIPZ
A primeira hora dos encontros é destinada a palestra ministrada por um dos especialistas. A segunda hora é dedicada ao esclarecimento de dúvidas dos presentes e a troca de experiências entre os pacientes. “Não fazemos consultas e nem vemos exames. Nosso objetivo é dar direcionamentos e esclarecimentos sobre o zumbido”, enfatiza a otorrinolaringologista e coordenadora do grupo, Rita Guimarães.
Rita destaca que o conhecimento é fundamental para aumentar a qualidade de vida dos pacientes com zumbido. “Com as informações necessárias, eles percebem que o ruído é um sintoma que tem tratamento e não oferece riscos à saúde. Descobrem que ele não causa surdez, não afeta problemas psicológicos e nem desencadeia qualquer enfermidade. Assim como a febre, o zumbido indica que algo está errado no organismo e é este agente que devemos eliminar”, conclui a coordenadora.
As reuniões acontecem todos os meses na primeira sexta-feira do mês (nesse caso, dia seis de setembro), no 5º andar do Anexo B do Hospital de Clínicas da UFPR, em Curitiba. Os encontros têm início as 14 horas e a entrada é franca.
O telefone de contato para participar das reuniões e tirar demais dúvidas é o (41) 3225-1665.

Zumbido de origem muscular? Aprenda a lidar com ele como tratá-lo da forma correta

GIPZ AgostoO GIPZ de agosto contou com a palestra da fisioterapeuta Vivian Pasqualin e tratou desse delicado assunto.

Sexta feira passada, dia dois de agosto, aconteceu a já conhecida reunião do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido (GIPZ), em Curitiba. O Grupo, que é formado pela médica otorrinolaringologista e ortoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, pela fonoaudióloga Izabella Pedriali de Macedo, pela fisioterapeuta Vivian Pasqualin, pela psicóloga Daniela Matheus e pelo ortodontista Gerson Kohler, nesse mês, abordou o assunto “A Contribuição da Fisioterapia na Avaliação e Tratamento do Zumbido”, e a palestrante do encontro foi a fisioterapeuta Vivian Pasqualin.
Para iniciar a conversa, a especialista comentou sobre a relação da musculatura com a percepção do zumbido. Vivian também lembrou que o zumbido é um sintoma que atinge 17% da população mundial, 28 milhões de brasileiros e é caracterizado como um som percebido sem uma estimulação externa.
“As causas do zumbido são variadas, – existem cerca de 200 – e, normalmente, quem possui zumbido, é acometido por mais de uma. Porém, as que mais tem a ver com a fisioterapia são aquelas que envolvem os músculos, ou seja, o zumbido de origem muscular”, explicou.
Essa forma de zumbido pode ter origem mecânica, ou seja, devido a uma má mastigação, sono ruim e, com isso, a falta de recuperação completa do músculo, ou psíquica, devido a estresse, ansiedade e demais sensações que fazem com que os músculos fiquem contraídos sem a percepção do paciente.
Os músculos que mais têm ligação com o zumbido são aqueles da região do pescoço, coluna ou face – os de origem somática ou temporomandibular. São eles o infraespinhoso, o trapézio, o temporal, o escaleno, o masseter, o digástrico, o esplênio da cabeça, o elevador da escápula e o esternocleidomastoideo (ECM).
Vivian comenta que muitas pessoas que sofrem com essa forma de zumbido encontram uma forma de modular ele de acordo com a contratura muscular, – por meio da mastigação, apertamento dos dentes, ou qualquer outro movimento – e que, o objetivo da fisioterapia é fazer com que esses músculos relaxem. Ela comenta que o zumbido por contração muscular acontece por uma excitação inapropriada, patológica, das vias auditivas, e que pode ser tratado e amenizado com a ajuda da fisioterapia.
“A fisioterapia tenta induzir a recuperação da função correta do músculo, minimizando ou até abolindo o zumbido, e, assim, melhorar a qualidade de vida do paciente. Para isso, é preciso uma grande investigação até ser encontrada a verdadeira causa do problema. São feitas avaliações posturais, testes de modulação e o tratamento que envolve soltar os músculos e alongá-los.
As orientações da especialista para quem sofre com essa forma de zumbido são: fazer bochechos com água morna, calor úmido no pescoço – preferencialmente com bolsa d’água quente e com o paciente deitado em uma posição confortável, – a utilização de um travesseiro adequado, que faça com que a cabeça permaneça alinhada durante a noite toda, e exercícios específicos.
Relatos de casos
Viviam trouxe para o GIPZ o relato de um caso de um paciente que tratou. Com 43 anos, o enfermo sofreu um acidente de carro que desencadeou o zumbido como uma sequela devido ao movimento de “whiplash” – o movimento de chicote que a cabeça faz ao receber uma pancada de carro. “Esse é um fator que precipita o zumbido. Para tratá-lo, descobrimos a causa do seu problema e, em cerca de um ano e meio depois de tratamento, ele recebeu alta e não percebe mais o zumbido” ressalta Vivian.
A especialista conclui, dizendo que o paciente nunca deve “brigar” com o corpo. A pessoa só deve ir até o seu limite, nunca ultrapassá-lo. “Não mexa com força no seu corpo. Não alongue-o quando ele estiver frio. É preciso aquecê-lo antes de alongar, senão, vai acontecer uma espécie de ‘cabo de guerra’, em que você puxa para um lado, o corpo para o outro, e quando você soltar, o músculo pode contrair e causar mais dor” exalta.
As reuniões acontecem todos os meses na primeira sexta-feira do mês, no 5º andar do Anexo B do Hospital de Clínicas da UFPR, em Curitiba. Os encontros têm início às 14 horas e a entrada é franca.
O próximo encontro acontecerá no dia seis de setembro, terá como tema “A Contribuição da Ortodondia na Avaliação e Tratamento do Zumbido” e a palestra vai ser ministrada pelo Ortodontista Gerson Köhler.
O telefone de contato para participar das reuniões e tirar demais dúvidas é o (41) 3225-1665.

GIPZ se reúne em agosto para esclarecer a contribuição da fisioterapia na avaliação e no tratamento do Zumbido

0adnA palestra de uma hora de duração será ministrada pela Fisioterapeuta Vivian Pasqualin.

Na primeira sexta-feira de agosto, dia dois, acontece a já conhecida reunião do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido (GIPZ), em Curitiba. Formado pelos especialistas Rita de Cássia Cassou Guimarães, médica otorrinolaringologista e ortoneurologista, Izabella Pedriali de Macedo, fonoaudióloga, Vivian Pasqualin, fisioterapeuta, Daniela Matheus, psicóloga e Gerson Kohler, ortodontista, as reuniões, realizadas sempre nas primeiras sextas-feiras do mês – de março a dezembro – têm como objetivo esclarecer, explicar e tirar todas as dúvidas possíveis quando o assunto é o zumbido.

No encontro de agosto, a palestrante em questão será a fisioterapeuta Vivian Pasqualin, que trabalhará mais a fundo a relação entre o zumbido e a fisioterapia. Segundo a especialista, existem nove grupos musculares que mais frequentemente se relacionam ao zumbido, “o sistema músculo esquelético, principalmente nas regiões da cabeça, face e pescoço, pode estar associado a este incômodo. Dores espontâneas ou por estímulo mecânico, como em determinados movimentos, tensão e encurtamento muscular podem desencadear e manter o zumbido aumentando a sua percepção”, comenta.

O tratamento com fisioterapia tem como objetivo restabelecer a condição muscular, melhorar os movimentos, aumentar a força dos músculos e controlar a dor. “massagem e alongamento são algumas das técnicas utilizadas, além das orientações individuais para cada um. Cada paciente tem a sua dor, por isso tudo é personalizado de acordo com o caso”, diz a especialista.

As reuniões do GIPZ

A primeira hora dos encontros é destinada a palestra ministrada por um dos especialistas. A segunda hora é dedicada ao esclarecimento de dúvidas dos presentes e a troca de experiências entre os pacientes. “Não fazemos consultas e nem vemos exames. Nosso objetivo é dar direcionamentos e esclarecimentos sobre o zumbido”, enfatiza a otorrinolaringologista e coordenadora do grupo, Rita Guimarães.

Rita destaca que o conhecimento é fundamental para aumentar a qualidade de vida dos pacientes com zumbido. “Com as informações necessárias, eles percebem que o ruído é um sintoma que tem tratamento e não oferece riscos à saúde. Descobrem que ele não causa surdez, não afeta problemas psicológicos e nem desencadeia qualquer enfermidade. Assim como a febre, o zumbido indica que algo está errado no organismo e é este agente que devemos tratar”, conclui a coordenadora.

As reuniões acontecem todos os meses na primeira sexta-feira do mês (nesse caso, dia dois de agosto), no 5º andar do Anexo B do Hospital de Clínicas da UFPR, em Curitiba. Os encontros têm início as 14 horas e a entrada é franca.

O telefone de contato para participar das reuniões e tirar demais dúvidas é o (41) 3225-1665.

Como perceber, lidar e dormir de forma correta quando se tem zumbido

0aGIPZ Julho 014Sexta feira passada, dia cinco de julho, aconteceu a já conhecida reunião do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido (GIPZ), em Curitiba. O Grupo, que é formado pela médica otorrinolaringologista e ortoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, pela fonoaudióloga Izabella Pedriali de Macedo, pela fisioterapeuta Vivian Pasqualin, pela psicóloga Daniela Matheus e pelo ortodontista Gerson Kohler, nesse mês, abordou o assunto “Como percebo meu zumbido”, e a palestrante do encontro foi a coordenadora do GIPZ, Rita Guimarães.

A reunião contou com 21 presentes, sendo que vários deles estavam lá pela primeira vez. Para iniciar a conversa, a Dra. Rita explicou brevemente sobre a constituição do ouvido, e focou principalmente na cóclea, o local em que ficam localizadas as células auditivas e que é responsável por transformar os estímulos sonoros em impulsos elétricos – ou seja, pela audição.

A especialista comentou que a cada dez pacientes com zumbido, nove apresentam algum grau de perda de audição, isso significa que a cóclea dessas pessoas está com falhas, com poucas células ciliadas. “É como se fosse um piano faltando teclas. A cóclea é o piano e as células ciliadas suas teclas. Na perda auditiva, é como se estivessem faltando teclas, logo, o estímulo sonoro recebido pelo cérebro é menor”, explicou Rita.

Exemplificando, a otorrino comentou que o zumbido é uma “percepção auditiva fantasma”, e relembrou aos presentes que a perda auditiva causa zumbido, mas de que o zumbido não causa a perda auditiva.

“O zumbido é representado no cérebro como qualquer outro som – ou seja, ele existe de verdade. A pessoa que sofre com ele não está ficando louca, senil, ou qualquer coisa do gênero. Apesar de ser um exame pouco útil no quesito médico, o zumbido pode ser medido, porém, o que realmente interessa é como cada um percebe e lida com ele”, ressalta Rita.

A médica explicou que cada zumbido possui um padrão elétrico diferente, e que, de todas as pessoas que sofrem com esse mal, 80% delas não se incomodam com o zumbido. Os outros 15% se incomodam, e o restante, 5% da população que sofre com o zumbido, é caracterizado como incapacitante, quando o zumbido impede a pessoa de levar uma vida normal.

Um ponto muito ressaltado pela especialista durante a reunião, foi o fato de que o zumbido não pode ser estudado apenas no ouvido, ele precisa ser estudado no cérebro. “O cérebro é muito dinâmico, e já foi descoberto que pode-se treiná-lo e encontrar novas conexões nele para se ‘adaptar’ ao que for necessário. Por isso, é possível ‘treinar’ o cérebro para mudar o seu padrão e diminuir a percepção do zumbido”, explica Rita.

Um dos passos para começar essa adaptação, é dar ao zumbido seu devido valor – e não mais do que isso. “O foco da sua vida não pode ser o zumbido”, lembra a especialista. Com isso em mente, é preciso focar a atenção em outras coisas, se distrair, procurar hobbies, filtrar o zumbido, evitar o silêncio e o estresse, aprender a lidar com as emoções, etc.

Perguntas dos presentes

Com o auditório praticamente lotado, muitos dos presentes expuseram suas situações e aproveitaram o momento para tirar dúvidas com os especialistas.

Reclamação comum das pessoas que sofrem com o zumbido é a dificuldade na hora de dormir – ou então logo quando acordam -, já que vários dos presentes comentam que é nessa hora que percebem com maior intensidade o zumbido. “O zumbido não acorda as pessoas. A questão é que quando vocês acordam, muitas vezes vocês escutam o zumbido e voltam toda a sua atenção a ele, e assim pode ser difícil retornar ao sono”, ressalta. Para evitar esse tipo de problema comum com quem sofre com zumbidos, a especialista sugere que, além dos cuidados de preparo para a hora de dormir, exista um enriquecimento sonoro do ambiente com som baixo, natural – e que se faça presente durante a noite toda, “senão não adianta. A pessoa acorda no meio da noite, o quarto está silencioso, e o zumbido volta a ser o foco”, diz.

As reuniões acontecem todos os meses na primeira sexta-feira do mês, no 5º andar do Anexo B do Hospital de Clínicas da UFPR, em Curitiba. Os encontros têm início às 14 horas e a entrada é franca.
O próximo encontro acontecerá no dia dois de agosto, terá como tema “A Contribuição da Fisioterapia na Avaliação e Tratamento do Zumbido” e a palestra vai ser ministrada pela Fisioterapeuta Vivian Pasqualin.

O telefone de contato para participar das reuniões e tirar demais dúvidas é o (41) 3225-1665.

GIPZ se reúne em julho para esclarecer como cada pessoa percebe o seu zumbido

fotdndo 2A palestra de uma hora de duração será ministrada pela otorrinolaringologista e otoneurologista Rita Guimarães

Na primeira sexta-feira de julho, dia cinco, acontece a já conhecida reunião de do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido (GIPZ), em Curitiba. Formado pelos especialistas Rita de Cássia Cassou Guimarães, médica otorrinolaringologista e ortoneurologista, Izabella Pedriali de Macedo, fonoaudióloga, Vivian Pasqualin, fisioterapeuta, Daniela Matheus, psicóloga e Gerson Kohler, ortodontista, as reuniões, realizadas sempre nas primeiras sextas-feiras do mês – de março a dezembro – têm como objetivo esclarecer, explicar e tirar todas as dúvidas possíveis quando o assunto é o zumbido.

No encontro de julho, a palestrante em questão será a coordenadora do Grupo, Rita Guimarães, que trabalhará mais a fundo o tema “Como percebo o meu zumbido?”. Segundo a especialista, os pacientes precisam entender que o zumbido é uma experiência subjetiva e individual de cada um. Cada pessoa percebe o zumbido de uma forma particular e tem diferentesgraus de incômodo. Sendo assim, tanto quem sofre com esse problema quanto o especialista que irá tratar da pessoa, precisam ter paciência para investigar e compreender as repercussões do zumbido e tratar esse sintoma da melhor forma.

Para ajudar ambas as partes, a equipe interdisciplinar do GIPZ oferece informações científicas, atualizadas e de fácil compreensão para os pacientes, a fim de mantê-los cientes da sua situação e com o objetivo de mostrar que todos eles são capazes de enfrentar o zumbido. Segundo Rita, o zumbido pode ser consideravelmente melhorado e em determinados casos até eliminado com o tratamento adequado, – e é perfeitamente possível obter uma boa qualidade de vida seguindo as orientações do GIPZ.

As reuniões do GIPZ

A primeira hora dos encontros é destinada a palestra ministrada por um dos especialistas. A segunda hora é dedicada ao esclarecimento de dúvidas dos presentes e a troca de experiências entre os pacientes. “Não fazemos consultas e nem vemos exames. Nosso objetivo é dar direcionamentos e esclarecimentos sobre o zumbido”, enfatiza Rita.

Rita destaca que o conhecimento é fundamental para aumentar a qualidade de vida dos pacientes com zumbido. “Com as informações necessárias, eles percebem que o ruído é um sintoma que tem tratamento e não oferece riscos à saúde. Descobrem que ele não causa surdez, não afeta problemas psicológicos e nem desencadeia qualquer enfermidade. Assim como a febre, o zumbido indica que algo está errado no organismo e é este agente que devemos eliminar”, conclui a coordenadora.

As reuniões acontecem todos os meses na primeira sexta-feira do mês (nesse caso, dia cinco de julho), no 5º andar do Anexo B do Hospital de Clínicas da UFPR, em Curitiba. Os encontros têm início as 14 horas e a entrada é franca.

O telefone de contato para participar das reuniões e tirar demais dúvidas é o (41) 3225-1665.

GIPZ se reúne em junho para esclarecer a relação entre zumbido, intolerância a sons e a perda auditiva

logo ritaA palestra de uma hora de duração será ministrada pela fonoaudióloga Izabella Pedriali de Macedo

Na primeira sexta-feira de junho, dia sete, acontece a já conhecida reunião de do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido (GIPZ), em Curitiba. Formado pelos especialistas Rita de Cássia Cassou Guimarães, médica otorrinolaringologista e ortoneurologista, Izabella Pedriali de Macedo, fonoaudióloga, Vivian Pasqualin, fisioterapeuta, Daniela Matheus, psicóloga e Gerson Kohler, ortodontista, as reuniões, realizadas sempre nas primeiras sextas-feiras do mês – de março a dezembro – têm como objetivo esclarecer, explicar e tirar todas as dúvidas possíveis quando o assunto é o zumbido.

No encontro de junho, a palestrante em questão será a fonoaudióloga Izabella Pedriali de Macedo, que trabalhará mais a fundo o tema “Zumbido x Intolerância a sons x Perda auditiva”. Segundo a especialista, os pacientes precisam entender que a audição é um dos sentidos mais sensíveis do organismo, e que qualquer alteração sonora pode alterar a percepção do som, seja para mais ou para menos. “Algumas pessoas possuem alterações na percepção do som e não suportam ouvir determinados ruídos mesmo em níveis considerados fracos, devido ao excesso de sensibilidade auditiva,” explica.

Além da intolerância aos sons, outro sintoma que pode significar o início da perda auditiva é o zumbido, que na maioria dos casos se manifesta como um sintoma leve, mas que em alguns pacientes pode afetar seriamente a qualidade de vida do indivíduo se não tratado corretamente. Para ajudar nessa situação, a equipe interdisciplinar do GIPZ oferece informações científicas e atualizadas, de fácil compreensão para manter os pacientes cientes da sua situação e capazes de buscar tratamento para o zumbido. Segundo de Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista, ortoneurologista e coordenadora do GIPZ, o zumbido pode ser consideravelmente melhorado e em determinados casos até eliminado com o tratamento adequado, – e é perfeitamente possível obter uma boa qualidade de vida seguindo as orientações do GIPZ.

As reuniões do GIPZ

A primeira hora dos encontros é destinada a palestra ministrada por um dos especialistas. A segunda hora é dedicada ao esclarecimento de dúvidas dos presentes e a troca de experiências entre os pacientes. “Não fazemos consultas e nem vemos exames. Nosso objetivo é dar direcionamentos e esclarecimentos sobre o zumbido”, enfatiza Rita.

Rita destaca que o conhecimento é fundamental para aumentar a qualidade de vida dos pacientes com zumbido. “Com as informações necessárias, eles percebem que o ruído é um sintoma que tem tratamento e não oferece riscos à saúde. Descobrem que ele não causa surdez, não afeta problemas psicológicos e nem desencadeia qualquer enfermidade. Assim como a febre, o zumbido indica que algo está errado no organismo e é este agente que devemos eliminar”, conclui a coordenadora.

As reuniões acontecem todos os meses na primeira sexta-feira do mês (nesse caso, dia sete de junho), no 5º andar do Anexo B do Hospital de Clínicas da UFPR, em Curitiba. Os encontros têm início as 14 horas e a entrada é franca.

O telefone de contato para participar das reuniões e tirar demais dúvidas é o (41) 3225-1665.

Terapia educa cérebro a descartar sinal do zumbido

Terapia de Retreinamento do Zumbido foi tema do encontro de novembro do GIPZ Curitiba.

Hoje (09/11), aconteceu mais um encontro do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GIPZ Curitiba), formado por profissionais voluntários das áreas de otorrinolaringologia, odontologia, fisioterapia, psicologia e fonoaudiologia. A reunião foi realizada no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná e teve como palestrante Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista, otoneurologista e coordenadora do GIPZ. O tema abordado foi “Terapia de Retreinamento do Zumbido (TRT)”.
De acordo com Rita, o zumbido é um sintoma de algum distúrbio ou doença. Nove em cada 10 pacientes com zumbido tem como diagnóstico a perda de audição. “O zumbido é um estímulo interpretado pelo cérebro como um som e pode ser causado por fatores relacionados à audição, metabolismo, músculos, questões odontológicas e problemas psicológicos. Após a avaliação e o diagnóstico correto, é feita a correção dos fatores de risco, a reversão das doenças de base e pode haver indicação do uso do aparelho auditivo ou de outras estratégias como a TRT”, aponta.
A TRT é um tratamento que treina as áreas auditivas e não-auditivas do cérebro a filtrar o estímulo do zumbido. O sistema nervoso central é capaz de sofrer alterações funcionais, reorganizando as suas conexões neurais. Esta capacidade, chamada de neuroplasticidade, possibilita a aquisição de novos comportamentos e a reaprendizagem de funções perdidas. “Na TRT o primeiro objetivo é ensinar o cérebro a não reagir ao zumbido. Normalmente, os pacientes relacionam o sintoma com emoções negativas, intensificando a sua percepção, por isso esta fase é muito importante”, observa.
Na segunda fase da TRT, a meta é ensinar o cérebro a descartar o sinal do zumbido para que o paciente não o perceba mais. Rita explica que por meio da repetição de um estímulo inofensivo, o cérebro aprende a não respondê-lo e memoriza este comportamento. “Este é o princípio da TRT. É feito o enriquecimento sonoro com um som neutro, contínuo, monótono e em volume adequado para não mascarar o sintoma. Esta estimulação cerebral contínua resulta na habituação do sinal do zumbido e o monitoramento garante a memorização deste aprendizado”, esclarece.
O tratamento é considerado uma abordagem definitiva, ou seja, quando o cérebro aprende a descartar o estímulo sonoro e memoriza esta ação, o zumbido não será mais percebido. “Em 80% dos casos o resultado é positivo. O paciente recebe orientações sobre o zumbido para desativar a ligação negativa relacionada ao ruído – desta forma ele não é mais considerado uma ameaça – e o enriquecimento sonoro pode ser feito com aparelho auditivo, aparelho de som, implante de ouvido e até mesmo com fonte de água”, ressalta.
Um avanço da TRT é a Terapia Sonora Neuromonics, que atua com base nos mesmos princípios, porém, tem duração menor – de seis a oito meses -, e é uma terapia personalizada. “A estimulação sonora é feita com músicas e som neutro indicadas de acordo com o perfil auditivo do paciente. Os sons são gravados em um cartão de memória e o paciente deve usar os fones de ouvido especiais de duas a quatro horas por dia, somente nos momentos em que sentir incômodo com o zumbido. O paciente relaxa, sente maior controle sobre o sintoma e tira a sua atenção do ruído”, destaca.

GIPZ Curitiba desmistifica zumbido e traz esperança aos pacientes
Há quatro anos com zumbido, Jair Ribeiro Martins, 55 anos, participou pela primeira vez do encontro do GIPZ Curitiba. Ele conta que o ‘barulhinho estranho’ apareceu após uma viagem de moto até a Bahia. “Quando há um distúrbio ou algo diferente tem que ser investigado. Não nasci com isso, então não é normal. Eu já tinha sido convidado para participar do encontro, mas só vim hoje e agora sei o que perdi, pois a palestra é muito importante. Lamento que nem todos que precisam participem”, afirma.
Clóvis Aparecido dos Santos, 42 anos, também participou da reunião pela primeira vez. Com zumbido há alguns anos, ele já tinha procurado tratamento, mas não obteve sucesso. Em fevereiro, sofreu uma perda súbita de audição e outro zumbido surgiu. “É um chiado constante e resolvi buscar ajuda. O pai de um amigo me indicou o GIPZ e eu vim. Achei a palestra excelente, admiro a dedicação destes profissionais e vou continuar participando. As pessoas tem que conhecer este trabalho”, comenta.

GIPZ Curitiba de novembro

Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GIPZ Curitiba)
Data: 09 de novembro de 2012 (das 14 às 16 horas)
Tema do mês: “Terapia de Habituação do Zumbido (TRT)”
Palestrante: Rita de Cássia Cassou Guimarães (otorrinolaringologista e otoneurologista)
Local: 5º andar anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (Rua General Carneiro, 181 – Alto da Glória, Curitiba)
Informações: (41) 3225-1665 

Bruxismo pode desencadear ou intensificar zumbido

Equipe GIPZ

Ortodontista explicou a relação entre as questões odontológicas e o zumbido na reunião de outubro do GIPZ Curitiba.

“Ele falou que não tinha o que fazer com o zumbido”. Esta foi a resposta do profissional que atendeu Roberto Damasceno Ferreira, 57, há 10 anos, quando ele decidiu investigar o que era o ruído que não saia do seu ouvido. Na época, Ferreira conversou com sua cunhada, que o encorajou a buscar outras opiniões. “Eu pesquisei bastante e encontrei a otorrinolaringologista Rita de Cássia Cassou Guimarães. Fiz exames e comecei a frequentar as reuniões do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GIPZ Curitiba), que ainda se chamava GAPZ naquele tempo”, conta.

Nos encontros promovidos por diversos especialistas voluntários, Ferreira aprendeu sobre o zumbido, descobriu que o sintoma é causado por mais de 200 causas e que existe tratamento. “Passei a administrar o zumbido. Sete anos se passaram e em novembro do ano passado meus ouvidos ficaram tampados, da mesma forma quando a gente desce a serra. Fui ao médico, tomei remédio e um ouvido melhorou, o outro não. Além disso, o zumbido aumentou muito, então voltei a procurar ajuda. Já fiz novos exames e a dra. Rita está analisando o caso para concluir o diagnóstico”, declara.

Ferreira foi convidado a participar do GIPZ novamente e na última sexta-feira (05 de outubro) esteve presente na palestra ministrada pelo ortodontista e ortopedista facialGerson Köhler, profissional voluntário do grupo. O tema foi “A atuação da Ortodontia, Ortopedia Facial e Ortopedia Craniomandibular em pacientes com zumbido”. Köhler explicou que a articulação localizada próxima aos ouvidos, chamada de articulação temporomandibular (ATM), pode estar relacionada com o surgimento ou modulação do ruído.

Esta articulação é considerada a mais complexa do corpo humano, pois envolve todas as estruturas da boca. A ATM deve funcionar de maneira suave, dividindo a força da musculatura mastigatória igualmente entre o lado esquerdo e o lado direito da boca. “Ela deve se mover de cima para baixo e para os lados com naturalidade, sem ruídos e sem qualquer sintoma. Alterações no modo como a boca se fecha e os dentes se conectam entre si podem afetar a divisão de força dos músculos, prejudicando a face. O bruxismo, conhecido como apertamento de dentes, é uma das consequências dessas alterações”, esclarece.

O bruxismo é nocivo para os músculos e ossos da face, já que exerce uma poderosa ação sob estas estruturas – a força dos apertamentos pode chegar a 500 quilogramas, uma intensidade destrutiva para a face. “O problema gera dor, desconfortos e zumbido. Por um erro do organismo, os estímulos enviados ao cérebro sobre o apertamento são desviados do seu caminho e passam pelo nervo auditivo. O cérebro recebe os sinais e os interpreta como som e o indivíduo passa a perceber o zumbido. Tomografia, ressonância magnética e radiografia são os exames solicitados para o diagnóstico”, aponta.

O ortodontista ressalta que durante a consulta o paciente é orientado a fazer um teste com onze manobras diferentes para que o especialista possa verificar de que forma as questões odontológicas influenciam o zumbido. A avaliação é composta por movimentos como fechamento forçado da mandíbula, pressão na fronte e atrás do pescoço, rotação da cabeça para a esquerda e para a direita e projeção da mandíbula para frente e para os lados. Após o diagnóstico, são determinadas as estratégias para o tratamento. “A primeira consulta sempre deve ser feita com um otorrinolaringologista que atue com zumbido. É o otorrino que irá encaminhar para as outras especialidades”, destaca.

A próxima reunião do GIPZ será no dia 11 de novembro e a reunião será conduzida pela otorrinolaringologista e otoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, coordenadora do grupo. Ferreira já confirmou a sua presença no evento. “Tudo o que aprendi me ajudou muito e facilitou as consultas, pois eu tinha conhecimento. Eu acho o GIPZ show de bola, sou super fã e as aulas são um espetáculo. São profissionais que gostam do que fazem. Eu divulgo para todo mundo e tudo o que eu puder fazer pelo GIPZ, eu farei”, enfatiza.

Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GIPZ Curitiba)

O Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GIPZ Curitiba) é formado pela otorrinolaringologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, pelo ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler, pela fisioterapeuta especialista em dor crônica Vivian Domit Pasqualin, pela fonoaudióloga especialista em audiologia Izabella de Macedo e pela psicóloga especialista em Terapia Cognitivo Comportamental Daniela Matheus. Os encontros são gratuitos, realizados de março a dezembro no Hospital de Clínicas da UFPR, sempre na primeira sexta-feira do mês.

Próximo encontro: 11 de novembro de 2012

Tema: “Terapia de Habituação do Zumbido (TRT)”

Palestrante: otorrinolaringologista Rita de Cássia Cassou Guimarães (otorrinolaringologista e otoneurologista)

Horário: a partir das 14h

Local: 5º andar anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná

Agendamento de presença e mais informações: (41) 3225-1665     

Entrada livre

Questões odontológicas podem estar ligadas ao zumbido

Excesso de força na musculatura facial pode desencadear o sintoma e intensificá-lo.

No próximo dia 05 de outubro (amanhã), o ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler, profissional voluntário do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GIPZ Curitiba), irá ministrar a palestra “A Atuação do ortodontista em pacientes com zumbido”. O evento, realizado sempre na primeira sexta-feira do mês, de março a dezembro, acontecerá no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, a partir das 14 horas. O objetivo do encontro é mostrar como a ortodontia pode ajudar no tratamento do zumbido quando o sintoma está relacionado a questões odontológicas.
De acordo com Köhler, o zumbido é um sintoma e não uma doença. Ele pode ser desencadeado por mais de 200 fatores diferentes, entre eles, variadas questões odontológicas. Bruxismo, má oclusão dentária, excesso de força na musculatura facial e apertamentos podem ser responsáveis pelo surgimento do ruído, produzido internamente pelo organismo e ouvido na cabeça ou nos ouvidos. “Os aspectos odontológicos podem causar o zumbido, influenciar a sua intensidade ou agravar o quadro quando o sintoma já existe por outros motivos”, destaca o especialista.
Os músculos do rosto são extremamente potentes e atuam sobre os dentes, as articulações temporomandibulares e os ossos faciais. A musculatura facial é capaz de gerar 50 quilogramas/força durante o ato de engolir a saliva e a mastigação de 100 a 150. “O apertamento de dentes, ou bruxismo, pode chegar a 500 quilogramas/força. Esta potência é destrutiva para as estruturas faciais, pois os ossos não foram projetados para suportar tamanha força. Quanto mais forte for a concentração, maior será o grau e a intensidade do bruxismo”, explica.
Os apertamentos causam a compressão de áreas vascularizadas próximas aos ouvidos e os sinais enviados ao cérebro são interpretados como zumbido. Nestes casos, é essencial a atuação de um profissional das áreas de Ortodontia, Ortopedia Facial e Ortopedia Craniomandibular. “Para diagnosticar o problema, o paciente é orientado a fazer manobras que exercitam a musculatura da face, da cabeça e do pescoço. São cerca de nove movimentos, cada um é realizado durante cinco segundos para verificar se há alguma interferência no zumbido”, esclarece.
Antes de chegar ao consultório de um ortodontista ou ortopedista facial especialista no diagnóstico e tratamento do zumbido, o paciente deve procurar um otorrinolaringologista. Este é o médico que irá descartar as causas mais comuns e fazer o encaminhamento para outras especialidades conforme o caso. “Mais de uma causa pode se manifestar em um mesmo indivíduo, por isso é fundamental investigar o caso de maneira minuciosa. O paciente deve ter paciência, pois o diagnóstico envolve diversas fases e pode ser um pouco demorado”, acrescenta.

Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GIPZ Curitiba)

O Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GIPZ Curitiba) é formado pela otorrinolaringologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, pelo ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler, pela fisioterapeuta especialista em dor crônica Vivian Domit Pasqualin, pela fonoaudióloga especialista em audiologia Izabella de Macedo e pela psicóloga especialista em Terapia Cognitivo Comportamental Daniela Matheus. Os encontros são gratuitos, realizados de março a dezembro no Hospital de Clínicas da UFPR, sempre na primeira sexta-feira do mês.

Próximo encontro: 05 de outubro de 2012
Tema: “A atuação do ortodontista nos pacientes com zumbido”.
Palestrante: Gerson Köhler (ortodontista e ortopedista facial)
Horário: a partir das 14h
Local: 5º andar anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná
Agendamento de presença e mais informações:             (41) 3225-1665     
Entrada livre

Movimentos musculares podem aumentar percepção do zumbido

No último dia 03 de agosto, as 14 pessoas provindas do Blog Canal do Ouvido e por indicação médica participaram da reunião do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GIPZ Curitiba) aprenderam um pouco mais sobre a atuação do fisioterapeuta nos pacientes com zumbido. Este foi o tema da palestra proferida no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná pela fisioterapeuta Vivian Domit Pasqualin, integrante da equipe voluntária e interdisciplinar do GIPZ. “A contração dos músculos pode provocar alterações na intensidade ou qualidade do zumbido e pacientes nesta condição devem ser acompanhados por uma fisioterapeuta”, afirma.

No Brasil, a cada 100 habitantes, 17 sofrem com zumbido. O ruído, percebido nos ouvidos ou na cabeça, é um sintoma de alguma doença ou distúrbio que está afetando o organismo. Os movimentos que contraem a musculatura, principalmente na região da cabeça e do pescoço, afetam o zumbido de 10% dos pacientes. “O barulho é causado pela interação dinâmica de centros auditivos e não auditivos do sistema nervoso, como o sistema somatossensorial, responsável pelo envio de dados ao cérebro sobre as sensações físicas”, destaca Vivian.

Quando o paciente passa por momentos de nervosismo, estresse ou exposição prolongada a ruídos, as contrações musculares favorecem a percepção do zumbido e o paciente se queixa que o barulho está ‘mais alto’. “Na realidade, o zumbido não sofre alteração de volume, é o cérebro que dá mais atenção ao ruído e a pessoa passa a percebê-lo com mais intensidade. Sem filtrar o zumbido, seus estímulos ficam constantemente nas vias auditivas, causando a impressão de que ele está mais forte”, esclarece a fisioterapeuta.

As contrações musculares podem alterar os sons nas vias auditivas até mesmo de pessoas que não tem zumbido. Isto acontece quando as vias auditivas estão sobrecarregadas pelo fato dos sinais de mais de um sistema estarem sendo enviados por um mesmo canal. “Ao contrair os músculos do rosto, cabeça, pescoço ou outras partes do corpo, a pessoa percebe as modulações. Os pacientes com zumbido podem percebê-lo mais ou menos dependendo da movimentação. Os movimentos também podem desencadear o sintoma”, aponta.

Vivian observa que os pacientes com zumbido somatossensorial, relacionado aos músculos, normalmente apresentam zumbido unilateral, audiometria simétrica e tensão muscular. Entre as estratégias de tratamento estão alongamento, massagem e dicas para soltar os músculos e evitar que eles fiquem presos. “O diagnóstico deve ser feito por um especialista em otorrinolaringologia. O profissional deve identificar a causa do zumbido e indicar o tratamento correto com acompanhamento interdisciplinar”, destaca Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista e otoneurologista coordenadora do grupo.

Informação beneficia pacientes com zumbido

Rita declara que o grupo tem como missão trazer informações atualizadas sobre o zumbido, suas causas e seus tratamentos para quem sofre com o problema. “As reuniões acontecem de março a dezembro, são gratuitas e todos são bem vindos. A primeira parte do encontro é destinada a palestra por um dos especialistas do GIPZ. Na segunda parte, os presentes podem fazer perguntas e compartilhar suas experiências”, afirma.

Durante a explanação da palestrante Marco Antônio Fabeni perguntou se no caso dele, que já havia feito exames audiológicos   e não teve alteração, havia possibilidade do seu zumbido ser relacionado a musculatura. Vivian diz que há grande probabilidade de ser sim, mas que isso só pode ser confirmado após uma avaliação mais detalhada.

Já Hugo Freitas Peres questionou a psicóloga Daniela Matheus sobre a persistência do seu zumbido ser de origem psicológica, após sua causa já ter sido solucionada, a psicóloga disse que após algumas sessões de terapia o zumbido já não é a queixa principal, já que o zumbido é apenas um sintoma de algo não esta bem. A participação do pequeno grupo trouxe dinamismo e troca para o evento.

O próximo encontro será no dia 14 de setembro e terá como palestrante a Dra. Rita Guimarães membro do GAPZ. O tema discutido será “Noções sobre os vários tipos de tratamento do zumbido.” As reuniões acontecem sempre no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná e quem quiser colaborar pode levar um produto de higiene. Mais informações sobre o próximo encontro podem ser obtidas através do fone  (41) 3225-1665.

Pacientes contam a sua luta contra o zumbido

Reunião de grupo de apoio apresenta casos de sucesso do tratamento do sintoma que pode ser causado por mais de 200 fatores.

Com uma sala repleta de pacientes novatos e veteranos, a reunião de dezembro do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ), que aconteceu hoje (02/12), renovou a esperança de quem sofre com o zumbido. O evento, que contou com a presença de quase 30 pessoas, foi destinado à apresentação de casos de sucesso do tratamento do zumbido e três pacientes que tiveram conquistas importantes para a sua saúde compartilharam a sua experiência com o problema.
Dirce Maria do Vale foi a primeira a contar a sua história. Há cincos, em uma manhã que deveria ser como outra qualquer, Dirce ouviu pela primeira vez um barulho dentro da sua cabeça. Três semanas depois veio a crise de tontura, seguida de náuseas, perda de audição, e o zumbido continuava presente. “Fui caminhando de médico em médico e as crises só pioravam. Até que um dia conheci a dra?. Rita e sua equipe e comecei a tratar o que eu realmente eu tinha: doença de Ménière”, conta se referindo a otorrinolaringologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, coordenadora do GAPZ Curitiba.
Depois do diagnóstico correto, Dirce fez o tratamento, mudou hábitos alimentares e cortou o açúcar da dieta por mais de um ano. Com a saúde estabilizada fez uma viagem, abusou dos doces e as crises voltaram. “Tive que recomeçar o tratamento. Depois meu marido faleceu e novamente voltei à estaca zero. Me tratei, passei a usar aparelho auditivo e hoje faz um ano e dois meses que não tenho mais crises e o zumbido, quando o percebo, não me incomoda mais”, revela. Rita explica que a doença de Ménière prejudica a audição e o equilíbrio e tem uma forte relação com o açúcar, por isso a manutenção da dieta é fundamental.
José Sehbe foi outro paciente que esteve presente no evento para contribuir com a sua experiência. Depois de tratar uma hérnia de disco, José sofreu com os efeitos colaterais dos medicamentos usados. O paciente teve que fazer alguns exames e descobriu que estava com perda de audição. “Passou um tempo, eu tive que fazer uma cirurgia devido a outro problema de saúde e acabei pegando uma infecção hospitalar. Depois de tomar vários antibióticos passei a ficar com fobia de locais barulhentos, não podia ir nem na praça de alimentação do shopping”, ressalta.
No fim de 2010, José percebeu o zumbido, um barulho que se tornou insuportável em sua cabeça. Mais uma vez passou por diversos especialistas, mas o problema não era resolvido e a depressão agravou o quadro. “Me falaram sobre o GAPZ, então pesquisei na internet e procurei mais informações. Comecei meu tratamento com a dr.? Rita, que diagnosticou a perda de audição e indicou o uso de aparelho  auditivo. No começo eu relutei um pouco, mas depois que passei a usá-lo o zumbido sumiu e não tenho mais fobia do barulho, me sinto muito confortável”, declara.
Rita também convidou Tereza Menegasso, que sofre com zumbido há 10 anos. A paciente relata que o barulho era tão insuportável que ficou com pânico por causa do problema. Depois de ouvir de vários especialistas que o zumbido não tinha cura, Tereza estava desanimada. “Me passaram o telefone da dr. Rita e fui me consultar. Ela me orientou e indicou a leitura do livro ‘Quem disse que o zumbido não tem cura’. Eu li na mesma tarde e no outro dia eu quase não ouvi o ruído. Eu estou muito feliz, o zumbido diminuiu muito”, destaca.
A otorrinolaringologista esclarece que o aspecto emocional influencia muito a percepção do zumbido, como mostra o caso de Tereza. Mesmo com o diagnóstico incompleto, já que a paciente ainda está fazendo exames, só o fato de receber informações corretas sobre o zumbido fez com que a percepção do ruído fosse reduzida de maneira significativa. “Estes três casos ilustram diferentes situações relacionadas com o sintoma zumbido – doença de Ménière, perda de audição e fatores emocionais. Isto é importante para que os pacientes que estão começando agora saibam que é possível tratar o problema”, enfatiza.
Para Rita e toda a equipe do GAPZ, composta pelo ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler, a fisioterapeuta Vivian Domit Pasqualin, a psicóloga Lesle Maciel e a fonoaudióloga Izabella de Macedo, as reuniões são fundamentais para quem sofre com o zumbido. “Estudos confirmam que as orientações melhoram a qualidade de vida dos pacientes. Este foi o último encontro do ano, houve a tradicional confraternização com os pacientes e agora esperamos todos em março, para mais um ano de vitórias”, convida Köhler.
A próxima reunião do GAPZ será no dia 02 de março de 2012, às 14 horas, no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. A palestra terá o tema “O que é zumbido e seus graus de incômodo”. Quem quiser participar pode agendar a sua presença pelo telefone (41) 3225-1665. A entrada é livre e são aceitas doações de produtos de higiene pessoal.

Serviço: Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido
Próximo encontro: 02 de março de 2012
Tema: O que é zumbido e seus graus de incômodo
Palestrante: Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista, otoneurologista e coordenadora do GAPZ Curitiba
Horário: a partir das 14h
Local: 5º andar anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná
Agendamento de presença e mais informações: (41) 3225-1665
Entrada livre

Pacientes contam sua experiência no último GAPZ de 2011

Encontro de dezembro traz casos de sucesso do tratamento do zumbido.

Na próxima sexta-feira (02/12) será realizado o último encontro do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ) deste ano. Para finalizar a sequência de palestras o evento contará com a participação especial de pessoas que venceram a luta contra o zumbido. “Nós iremos apresentar casos clínicos de sucesso no tratamento do zumbido. Isto é importante para que quem acompanha o GAPZ tenha a certeza de que tudo o que é apresentado durante o ano surte efeitos positivos”, ressalta a otorrinolaringologista e otoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, coordenadora do GAPZ.
O grupo é formado por especialistas de diversas áreas, como fisioterapia, fonoaudiologia e odontologia, com atuação no zumbido. A principal finalidade é fornecer informações atualizadas sobre este sintoma que atinge uma parte significativa da população. “Nós não consultamos ninguém e nem fazemos publicidade dos profissionais. A única função do grupo é orientar, explicar o que é o zumbido, suas causas e tratamentos. Cada paciente tem o seu médico e se não tiver é orientado a buscar tratamento”, observa o ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler, membro do grupo.
A apresentação de casos de sucesso é uma forma de fortalecer a esperança de quem ainda não conseguiu encontrar uma solução para o seu problema. O zumbido é um sintoma de mais de 200 causas e o diagnóstico deve ser feito com cautela. “É feita uma investigação minuciosa do paciente, processo que pode demorar certo tempo. Por isso é necessário paciência e conhecimento para minimizar a ansiedade e acabar de vez com todos os mitos sobre o zumbido. As velhas histórias de que o zumbido não tem cura ou que ele vai deixar a pessoa louca são mentiras que assustam os pacientes”, destaca Rita.
Os esclarecimentos sobre o zumbido são fundamentais e estudos comprovam que a participação nas reuniões é benéfica para os pacientes. Gerson acredita que as recomendações dadas durante as palestras fazem a diferença. “A alimentação, a postura, a maneira de dormir, os cuidados com a audição, os hábitos de vida, o sedentarismo, as questões odontológicas, musculares e psicológicas influenciam o zumbido. Por este motivo pequenas dicas mudam a forma de enxergar o problema e a adesão a novas atitudes e costumes contribui para a minimização do zumbido”, afirma o ortodontista.
Para finalizar o ano com chave de ouro e a sensação de dever cumprido, os membros do GAPZ oferecem um coquetel a todos os pacientes que prestigiam a última reunião. “É uma confraternização com aquelas pessoas que nós queremos ajudar, fazer a diferença na vida delas com o nosso conhecimento e a nossa experiência. E é uma comemoração entre os pacientes, que se conhecem, conversam e trocam figurinhas durante todo o ano nas palestras do GAPZ”, acrescenta Rita. Quem puder comparecer a última reunião de 2011 do grupo deve agendar sua presença pelo telefone do GAPZ (ver serviço).

GAPZ
O Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ) tem a missão de informar e atualizar as pessoas sobre o que é, as causas, consequências e tratamentos para o zumbido, visando melhorar a qualidade vida e dar esperança a quem sofre com o problema. As palestras contam com especialistas de diversas áreas como médicos otorrinos, odontologistas, fonoaudiólogos, psicólogos e fisioterapeutas, que dão orientações e esclarecem as dúvidas dos presentes.
Os encontros do GAPZ acontecem todas as primeiras sextas-feiras do mês, de março a dezembro, no 5º andar do anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, a partir das 14 horas. O evento é aberto para qualquer pessoa, a entrada é gratuita e quem quiser colaborar pode fazer a doação de um produto de higiene pessoal. Mais informações sobre o próximo encontro podem ser obtidas através do fone (41) 3225-1665.

Serviço: Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido
Próximo encontro: 02 de dezembro de 2011
Tema: Apresentação de casos de sucesso no tratamento do zumbido
Palestrante: Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista, otoneurologista e coordenadora do GAPZ Curitiba
Horário: a partir das 14h
Local: 5º andar anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná
Agendamento de presença e mais informações: (41) 3225-1665
Entrada livre

Estudo amplia o conhecimento sobre a biologia craniofacial

Entre os estudos realizados pela fonoaudióloga Nilse Regina Waltrick Köhler, especialista em distúrbios funcionais e em Motricidade Orofacial pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia, está o artigo ‘Distúrbios miofuncionais: considerações sobre seus fatores etiológicos e consequências sobre o processo de crescimento/desenvolvimento da face’. O estudo é resultado da monografia apresentada junto ao Setor de Ciências da Saúde da Universidade Camilo Castelo Branco (SP), para obtenção do Título de Pós-Graduação em Desordens Miofuncionais da Face. “É uma revisão bibliográfica que procurou ampliar o conhecimento sobre a biologia craniofacial, com enfoque multidisciplinar das especialidades envolvidas de maneira direta ou indireta com a normalização dos aspectos morfofuncionais da face humana”, evidencia.

Tratamento para distúrbios funcionais da face pode ser interdisciplinar

Existem várias linhas de tratamento para os Distúrbios Funcionais Orofaciais (DFO), que incluem aconselhamento comportamental, fisioterapia, uso de placas interoclusais e reeducação funcional. O objetivo é eliminar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. “Dependendo do caso ainda pode ser indicada a realização de tratamento ortodôntico e de próteses. Mas estas terapêuticas só costumam ser prescrita  depois que os sintomas forem eliminados”, acrescenta a fonoaudióloga Nilse Regina Waltrick Köhler, especialista em distúrbios funcionais e em Motricidade Oral pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia.

Grupo de apoio para pessoas com fibromialgia teve palestra sobre zumbido

No último sábado (05/11) a otorrinolaringologista Rita de Cássia Cassou Guimarães esteve presente na reunião do Fibro Curitiba, um grupo de apoio destinado a pacientes com fibromialgia. O encontro aconteceu no auditório do Conselho Regional de Medicina do Estado do Paraná (CRMPR). Rita, que é otoneurologista e coordenadora do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ), ministrou uma palestra sobre as causas e repercussões do zumbido em pacientes com dor crônica. “Estes grupos de apoio são fundamentais para que os pacientes não se sintam sozinhos e nem desmotivados. Além disso, os esclarecimentos de especialistas e a troca de experiências entre os participantes auxilia em todo o processo de recuperação”, ressalta a médica.O grupo Fibro Curitiba é coordenado pelo reumatologista Eduardo Paiva e pela fisioterapeuta Vivian Pasqualin, ambos especialistas no tratamento de dor.

Música para os ouvidos

Enriquecimento sonoro ajuda a diminuir a percepção do zumbido.

Dia (04/10) foi realizada a reunião do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ) do mês de novembro. No encontro a otorrinolaringologista Rita de Cássia Cassou Guimarães falou sobre a Terapia de Retreinamento do Zumbido, em inglês Tinnitus Retraining Therapy (TRT). “Esta abordagem definitiva é baseada em dois princípios: a orientação e o enriquecimento sonoro. O zumbido é desmistificado durante as consultas e o paciente é orientado a evitar o silêncio com a ajuda de determinados sons, mas sem mascarar o ruído”, explica a especialista, que coordenada o grupo.

O tratamento dura entre 18 e 24 meses e atua graças a neuroplasticidade do cérebro, ou seja, a sua capacidade de adquirir novos comportamentos ou de reaprender uma função. “Com a repetição dos estímulos o cérebro aprender a não respondê-los e esta atitude fica guardada na memória. Desta forma a reação a determinado estímulo desaparece. Com este mecanismo a TRT contribui para a habituação da reação ao zumbido e da sua percepção. É um método desenvolvido pelo neurocientista polonês Pawel Jastreboff”, esclarece.

A TRT é indicada para zumbido uni ou bilateral, independente da causa. O principal objetivo é diminuir a percepção do zumbido e eliminar o incômodo que ele causa. Com as mudanças no reconhecimento cerebral do sintoma zumbido as alças que ele tem com o Sistema Límbico, responsável pelas emoções, e com o Sistema Nervoso Autônomo são desativadas. “Assim o zumbido deixa de ser uma ameaça ao indivíduo e o sinal que o codifica é descartado. Em 80% dos casos os resultados são positivos no âmbito da redução da percepção do barulho”, observa.

O enriquecimento sonoro é feito com um som neutro, contínuo e monótono em baixa intensidade, de maneira que seu volume não ultrapasse o zumbido, proporcionando estimulação cerebral contínua. “O tipo de som varia de acordo com o paciente. Podem ser usados sons ambientais, geradores de som que produzam uma espécie de barulho neutro, uso do aparelho auditivo para melhorar a audição e aumentar o fluxo de sons que chegam às vias auditivas e até mesmo o implante coclear”, aponta.

Uma nova estratégia utilizada na terapia sonora para o zumbido que chegou ao Brasil é o Neuromonics. O enriquecimento sonoro é feito com som neutro e uma música armazenados em um cartão de memória, gravado conforme o perfil de audição de cada paciente. “Além de tirar o foco de atenção do zumbido, o método induz o relaxamento nos momentos de maior incômodo. O paciente sente que tem controle sobre o ruído. A duração do tratamento é de seis a oito meses”, acrescenta a médica, que recebeu treinamento nos EUA para aplicar esta técnica.

Quem quiser saber mais sobre o zumbido, compartilhar sua história com outros pacientes e receber orientações sobre como obter tratamento pode comparecer no próximo encontro do GAPZ, que será realizado no dia 02/12. Na última reunião do ano serão apresentados os casos de sucesso do tratamento do zumbido, com o testemunho de pessoas que conseguiram vencer este obstáculo. No final será feita uma confraternização com todos os participantes.

 GAPZ

O Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ) tem a missão de informar e atualizar as pessoas sobre o que é, as causas, consequências e tratamentos para o zumbido, visando melhorar a qualidade vida e dar esperança a quem sofre com o problema. As palestras contam com especialistas de diversas áreas como médicos otorrinos, odontologistas, fonoaudiólogos, psicólogos e fisioterapeutas, que dão orientações e esclarecem as dúvidas dos presentes.
Os encontros do GAPZ acontecem todas as primeiras sextas-feiras do mês, no 5º andar do anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, a partir das 14 horas. O evento é aberto para qualquer pessoa, a entrada é gratuita e quem quiser colaborar pode fazer a doação de um produto de higiene pessoal. Mais informações sobre o próximo encontro podem ser obtidas através do fone (41) 3225-1665.

Serviço: Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido
Próximo encontro: 02 de dezembro de 2011
Tema: Apresentação de casos de sucesso no tratamento do zumbido
Palestrante: Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista, otoneurologista e coordenadora do GAPZ Curitiba
Horário: a partir das 14h
Local: 5º andar anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná
Agendamento de presença e mais informações: (41) 3225-1665
Entrada livre 

Enriquecimento sonoro pode ser eficaz no tratamento do zumbido

Estratégia ensina o cérebro a filtrar o ruído e paciente deixa de percebê-lo, melhorando sua qualidade de vida.

Hoje sexta-feira (04/11) o Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ) irá reunir especialistas para discutir o tema ‘Terapia sonora para o zumbido’ com portadores de zumbido. O encontro será no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, a partir das 14 horas. Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista e otoneurologista coordenadora do GAPZ será a palestrante. “A presença das pessoas que sofrem com zumbido é de extrema importância, pois o conhecimento contribui para o tratamento do problema”, ressalta.

O zumbido pode ser caracterizado como um som ouvido nos ouvidos ou na cabeça que surge sem a presença de uma fonte externa. O fato de ouvir um ruído que ninguém mais ouve já assusta o paciente em um primeiro momento. A persistência do barulho e a sua presença durante o dia e a noite pode comprometer a qualidade de vida do indivíduo. “Estimativas apontam que aproximadamente 15% dos pacientes sentem incômodo por causa do zumbido e 5% sofrem com o zumbido incapacitante, que afeta o convívio social e profissional”, explica.

O ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler, membro do GAPZ, observa que mais de 200 fatores podem causar zumbido e por isso a investigação deve ser minuciosa, partindo das causas mais comuns, como a perda de audição, e seguindo até encontrar todas as patologias que estão relacionadas com o ruído. “Quem sofre com zumbido deve procurar em primeiro lugar um otorrinolaringologista. Se este especialista descartar, com o auxílio de diversos exames, os principais fatores que podem levar ao zumbido, o paciente é orientado a buscar ajuda de outros profissionais”, afirma.

Devido à interdisciplinariedade que o tratamento do zumbido exige, o GAPZ é formado por diversos especialistas das áreas da otorrinolaringologia, psicologia, ortodontia e ortopedia facial, fisioterapia e fonoaudiologia. “Todo o tratamento é feito com base nas causas diagnosticadas. Mais de um fator pode causar o zumbido e todos eles devem ser tratados. Alimentação, hábitos de vida e saúde auditiva são apenas alguns elementos que fazem parte da conduta para o tratamento do ruído”, esclarece Rita, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR.

Uma das estratégias utilizadas no tratamento do zumbido é a Terapia de Retreinamento do Zumbido (TRT). O principal objetivo é enriquecer a audição do paciente com o uso de determinados sons. “A maioria dos pacientes relata que o zumbido é mais perceptível à noite, quando tudo está em silêncio. Realmente a falta de sons aumenta a percepção do ruído, pois não há concorrência para que o cérebro preste atenção em outros barulhos. Esta terapia possui resultados positivos somente para os casos indicados, ou seja, nem todos se beneficiam deste tratamento”, enfatiza.

A Terapia Sonora para o Zumbido é considerada uma abordagem definitiva, com duração entre 18 e 24 meses. O objetivo é reprogramar o cérebro para que ele aprenda a filtrar o zumbido. “Desta forma ele não percebe mais o ruído e o paciente consegue ter uma melhora na sua qualidade de vida. Cada etapa da terapia é importante, mas as orientações dadas quando o paciente aceita o tratamento são essenciais. É preciso minimizar as reações negativas em relação ao zumbido”, destaca.

Junto com as orientações o paciente é submetido a um enriquecimento sonoro direcionado, pois não é qualquer barulho e nem qualquer volume que é indicado neste processo. “O ruído na TRT deve ser sempre mais baixo do que o zumbido, contínuo e monótono. Com o passar do tempo o cérebro descarta o sinal que codifica o zumbido e ele deixa de ser uma ameaça ao paciente. Todo o tratamento é acompanhado de perto pelo médico, que analisa o progresso e os resultados. Se as respostas não forem satisfatórias são indicadas outras estratégias”, acrescenta Rita.

Outra estratégia utiliza o Neuromonics. É um método novo, que já está disponível em Curitiba, e é considerado o mais recente no que diz respeito a terapia sonora para o zumbido. “O paciente estimula as suas vias auditivas por meio de fones de ouvido, com som neutro e uma música armazenados em um cartão de memória, gravado conforme o perfil de audição de cada indivíduo. O uso deve ser feito em alguns momentos do dia, conforme as orientações médicas. O tratamento dura de seis a oito meses”, declara.

Este método promove o enriquecimento sonoro nas vias auditivas, desfoca a atenção do cérebro no zumbido e induz o relaxamento com sensação de controle sobre o ruído nos momentos de maior incômodo. “Eu passei uma semana em Denver, cidade localizada no Colorado, Estados Unidos, para me socializar com esta nova técnica. Com o treinamento estou apta a oferecer este tratamento aqui no Brasil”, observa a médica, que palestrou no último sábado (29/10) no XI Congresso Brasileiro de Clinica Médica, na Expo Unimed, sobre tonturas e vertigens.

GAPZ

O Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ) tem a missão de informar e atualizar as pessoas sobre o que é, as causas, consequências e tratamentos para o zumbido, visando melhorar a qualidade vida e dar esperança a quem sofre com o problema.

As palestras contam com especialistas de diversas áreas como médicos otorrinos, odontologistas, fonoaudiólogos, psicólogos e fisioterapeutas, que dão orientações e esclarecem as dúvidas dos presentes.

Os encontros do GAPZ acontecem todas as primeiras sextas-feiras do mês, no 5º andar do anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, a partir das 14 horas. O evento é aberto para qualquer pessoa, a entrada é gratuita e quem quiser colaborar pode fazer a doação de um produto de higiene pessoal. Mais informações sobre o próximo encontro podem ser obtidas através do fone             (41) 3225-1665      .

Serviço: Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido
Próximo encontro: 04 de novembro de 2011
Tema: Terapia Sonora para o zumbido
Palestrante: Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista, otoneurologista e coordenadora do GAPZ Curitiba
Horário: a partir das 14h
Local: 5º andar anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná
Agendamento de presença e mais informações:             (41) 3225-1665      
Entrada livre

Tratamentos para zumbido melhoram a vida dos pacientes

GAPZ de outubro abordou as estratégias que tem como objetivo minimizar a percepção do ruído.

Na última sexta-feira (07/10) foi realizada mais uma reunião do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ). No encontro do mês de outubro a coordenadora do GAPZ, a otorrinolaringologista e otoneurologista Rita de Cassia Guimarães Mendes, falou sobre as várias estratégias utilizadas para o tratamento do zumbido. “Os médicos utilizam alguns princípios para tratar o problema. É fundamental fazer a avaliação e o diagnóstico corretos, corrigir fatores de risco, incentivar a adoção de hábitos saudáveis e reverter as doenças de base”, explica.
Segundo Rita, a doença de base é o fator responsável pelo desencadeamento do zumbido e ela pode estar associada a outros problemas de saúde. “Em alguns casos é necessário estabilizar o organismo, controlando outros aspectos, como colesterol alto e hipertensão, para então dar início ao tratamento do zumbido. A causa mais comum do surgimento do ruído, que pode acometer os ouvidos e a cabeça, é a perda de audição. Nove em cada 10 pacientes com zumbido possuem algum grau de perda de audição. Por isso o primeiro passo é consultar um otorrinolaringologista”, ressalta.
Para minimizar o zumbido e promover qualidade de vida para os pacientes é preciso tratar todas as causas existentes. Rita destaca que cada pessoa tem características únicas e para que o tratamento seja eficaz ele deve ser personalizado. “As causas podem estar relacionadas a outras especialidades médicas como cardiologia, endocrinologia e psiquiatria, ou a outras áreas profissionais, como a odontologia, a fisioterapia, a psicologia, a nutrição e a fonoaudiologia. O otorrino é responsável pelo encaminhamento do paciente a outros especialistas”, observa.
Medicamentos, intervenções cirúrgicas, amplificação sonora, mudanças de hábitos de vida e terapia sonora são tratamentos que contribuem para a minimização do problema. “Os medicamentos são indicados em casos de depressão e insônia e são utilizados somente pelo tempo determinado pelo médico. Já o tratamento cirúrgico vale somente para casos de otosclerose, infecções, tumores e zumbido pulsátil. A amplificação sonora é recomendada quando o indivíduo tem dificuldade para ouvir e entender a fala. O tratamento é feito com o uso de aparelhos auditivos e implantes”, esclarece.

Falta de conhecimento dificulta diagnóstico

Veluz Martins de Oliveira, 53, participou pela primeira vez do GAPZ nesta sexta-feira. Indicada pela otorrinolaringologista que diagnosticou o zumbido, Veluz foi ao grupo com o objetivo de conhecer mais sobre o problema. “Desde os 35 anos eu tenho zumbido, mas só descobri o problema há oito meses. Eu já tinha passado por inúmeros médicos, feito vários exames e durante todos estes anos sofri com crises de labirintite, fiquei viciada em remédios e cheguei a fazer terapia por quatro anos, por causa da depressão, e nada melhorava”, conta.
O diagnóstico foi um grande alívio para Veluz, que depois da descoberta obteve melhoras na sua saúde. Devido a outros tratamentos médicos, a paciente mudou sua alimentação e o zumbido passou a ser menos percebido. Mesmo assim ainda sente dores no ouvido e tonturas e acredita que a família tem papel fundamental em todo o processo. “Só de descobrir fiquei muito feliz. Para mim melhorei 70% pelo fato de saber o que eu tenho. Mas eu queria que a minha família compreendesse meu problema, por isso trouxe meu marido e quero trazer meus filhos. A falta de compreensão familiar prejudica muito a situação”, afirma.
Veluz declarou que adorou o GAPZ e que ficou muito feliz de saber que existem vários tratamentos para o zumbido. “Eu vou continuar vindo e estarei aqui na próxima reunião”, promete. O próximo encontro do GAPZ será no dia 04 de novembro, com o tema ‘Terapia Sonora para o zumbido’, que também será abordado pela coordenadora do grupo. “A terapia é uma das alternativas para melhorar o zumbido. É uma espécie de filtragem sonora, na qual o cérebro passa a perceber menos o ruído e o paciente apresenta melhoras”, evidencia Rita.
Serviço: Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido
Próximo encontro: 04 de novembro de 2011
Tema: Terapia Sonora para o zumbido
Palestrante: Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista, otoneurologista e coordenadora do GAPZ Curitiba
Horário: a partir das 14h
Local: 5º andar anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná
Agendamento de presença e mais informações:             (41) 3225-1665      
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90% das pessoas com perda auditiva tem zumbido

A otorrinolaringologista e otoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, coordenadora do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ), evidencia que cerca de 90% das pessoas com perda auditiva apresentam queixa de zumbido. A condição de perda auditiva uni ou bilateral provoca diminuição na estimulação sonora nas vias auditivas o que facilita perceber o zumbido. “Os aparelhos auditivos compensam a perda da audição e garantem estimulação constante das vias auditivas, diminuindo a percepção do zumbido”, declara.

Encontro explica como a ortodontia pode melhorar o zumbido

Na próxima sexta-feira (02) os pacientes do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ) terão mais um encontro para discutir questões relacionadas ao zumbido e compartilhar experiências. O GAPZ de setembro, que acontece sempre na primeira sexta-feira do mês no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, a partir das 14 horas, terá como tema “A atuação do ortodontista nos pacientes com zumbido”. O especialista Gerson Köhler, ortodontista e ortopedista facial que faz parte dos profissionais que atuam no grupo, será o palestrante do evento.

O zumbido é um sintoma – apesar de ser confundido com doença – que atinge 17% da população brasileira. Ele pode ser causado por vários fatores, associados ou não, e o diagnóstico das doenças sinalizadas pelo zumbido deve ser minucioso. “Como o zumbido pode estar ligado a doenças de diferentes sistemas do organismo é fundamental que o paciente seja acompanhado de perto por especialistas de diversas áreas, como a otorrinolaringologia, fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia e ortodontia”, exemplifica Köhler.

Apertamentos, bruxismo, excesso de força na musculatura facial, maneira incorreta de fechar a boca e outras questões odontológicas podem influenciar o zumbido. A interferência pode alterar a intensidade do ruído, ser um fator que causa o problema ou piorar o quadro que ja estava instalado anteriormente. “Os exames devem ser detalhados e envolvem até mesmo uma análise da região craniofacial para determinar as verdadeiras causas. Os portadores devem ter paciência e serem persistentes, pois o diagnóstico e o tratamento podem ser demorados”, observa.

Dos portadores aproximadamente 15% percebem o zumbido e sentem um incômodo, enquanto 5% têm limitações que prejudicam a qualidade de vida, o sono, a vida social e profissional do indivíduo. “Mais de 200 fatores podem causar zumbido. O tratamento é fundamental para amenizar e controlar o sintoma, mas nem em todos os casos é possível obter a cura completa. O importante é que todos os pacientes podem conviver melhor com o zumbido, deixando até de percebê-lo”, explica Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista, otoneurologista e coordenadora GAPZ.

GAPZ

O Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ) tem a missão de informar e atualizar as pessoas sobre o que é, as causas, consequências e tratamentos para o zumbido, visando melhorar a qualidade vida e dar esperança a quem sofre com o problema.

As palestras contam com especialistas de diversas áreas como médicos otorrinos, odontologistas, fonoaudiólogos, psicólogos e fisioterapeutas, que dão orientações e esclarecem as dúvidas dos presentes.

Os encontros do GAPZ acontecem todas as primeiras sextas-feiras do mês, no 5º andar do anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, a partir das 14 horas. O evento é aberto para qualquer pessoa, a entrada é gratuita e quem quiser colaborar pode fazer a doação de um produto de higiene pessoal. Mais informações sobre o próximo encontro podem ser obtidas através do fone             (41) 3225-1665      

Serviço: Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido
Próximo encontro: 02 de setembro de 2011
Tema: A atuação do ortodontista nos pacientes com zumbido
Palestrante: Gerson Köhler, ortodontista e ortopedista facial
Horário: a partir das 14h
Local: 5º andar anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná
Agendamento de presença e mais informações:             (41) 3225-1665      
Entrada livre 

Perda auditiva é uma das principais causas do zumbido

No último dia (01) aconteceu o Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ) do mês de julho, que teve como assunto as “Relações entre zumbido, intolerância a sons e perda auditiva” e foi ministrado pela fonoaudióloga Izabella Macedo. “A perda auditiva é uma das principais causas do zumbido e por isso a audição deve ser cuidadosamente avaliada. Nove em cada 10 pessoas com zumbido tem perda de audição”, destaca a profissional, mestre em Distúrbios da Comunicação e integrante da equipe interdisciplinar do GAPZ de Curitiba.

Existem vários tipos de deficiência auditiva, diferentes graus que vão desde o mais leve até o mais profundo e diversas causas, sendo que a idade avançada e a exposição intensa a ruídos são as mais comuns. “A surdez surge lentamente e o indivíduo não consegue perceber o problema. Já o zumbido aparece subitamente e chama a atenção do paciente. Por isso é fundamental buscar ajuda especializada para que o tratamento adequado seja indicado”, observa.

A hipersensibilidade auditiva também está relacionada com o zumbido, já que a lesão da cóclea – estrutura interna do ouvido – pode causar ambos os problemas. “Existem quatro tipos de hipersensibilidade – a hiperacusia, fonofobia, misofonia e recrutamento auditivo -, que diferem no tipo de sensibilidade e no tratamento. Somente a realização de exames específicos podem identificar o tipo de hipersensibilidade que acomete o paciente”, explica.

Segundo Macedo, quatro em cada 10 pessoas com zumbido reclamam de hipersensibilidade. As orientações para quem tem intolerância aos sons é evitar o silêncio e jamais utilizar tampões nos ouvidos. “O som deve estar sempre presente, pois as vias auditivas não podem ser destreinadas. E o tampão intensifica a sensibilidade ao forçar os ouvidos a amplificar o som que está abafado”, esclarece.

Orientação ajuda pacientes a lidar melhor com o zumbido

Rita de Cássia C. Guimarães, otorrinolaringologista, otoneurologista e coordenadora do GAPZ, enfatiza que muitas pessoas possuem uma concepção errada acerca do zumbido devido ao despreparo de uma grande parcela dos profissionais e das informações incorretas que são repassadas. “O zumbido de maneira alguma causa perda de audição. Ele é um sintoma que pode ser proveniente de uma ou mais fatores dentre um panorama com mais de 200 causas diferentes”, aponta.

Entre as principais atribuições do GAPZ estão desmistificar o zumbido, orientar a população e estimular os profissionais da saúde a trabalharem de forma adequada com o problema. “Eu quero parabenizar os profissionais do GAPZ, este trabalho social é muito importante. É a primeira vez que venho ao encontro e a troca de experiências entre os pacientes também é muito valiosa”, destaca Carlos Alberto Pimentel Gonçalvez, 51, que sofre a quatro meses com zumbido.

As reuniões acontecem sempre às 14 horas da primeira sexta-feira do mês, de março a dezembro, no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. O grupo é formado por profissionais da otorrinolaringologia, fonoaudiologia, ortodontia, fisioterapia e psicologia.No mês de agosto o GAPZ será no dia 05 e a fisioterapeuta Vivian Pasqualin irá palestrar sobre “A atuação do fisioterapeuta nos pacientes com zumbido”. O evento é aberto ao público e a contribuição de um produto de higiene é bem-vinda.

Problemas emocionais podem estar associados ao zumbido

Ouvir um barulho que ninguém ouve já é motivo para preocupação. Se este som aparece constantemente, durante o dia ou noite, e se assemelha ao barulho de um apito, grilo, chiado, cigarra ou outros sons o incômodo é ainda maior. O diagnóstico é quase certo: zumbido no ouvido. Só no Brasil o sintoma – que pode denunciar doenças e alterações presentes no organismo – atinge mais de 28 milhões de pessoas.
Segundo Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista, otoneurologista e coordenadora do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ), o paciente, em um primeiro momento, fica desorientado em busca de uma solução pra acabar com o barulho e esta atitude acarreta em mais consequências negativas. “O nervosismo, a ansiedade e o estresse podem intensificar o zumbido e desencadear outros problemas, como questões psicológicas e emocionais”, destaca.
Para esclarecer o assunto, o GAPZ do mês de junho, que acontecerá na próxima sexta-feira (03), terá como palestrante a psicóloga Lesle Maciel e o tema será ‘Aspectos emocionais relacionados ao zumbido’. A psicóloga ressalta que é fundamental que o paciente, quando indicado, aceite o tratamento para evitar o surgimento de outras complicações. “O indivíduo precisa do suporte (intenso retirar) psicoterapêutico, principalmente por causa das mudanças de hábitos e valores necessários para minimizar os impactos do zumbido na saúde”, explica.
O zumbido pode se tornar irritante, desencadeando uma série de sintomas psicológicos. Lesle esclarece que a psicologia tem o papel de auxiliar nas mudanças que o paciente tem que fazer durante o tratamento. “Nós procuramos desenvolver uma consciência do que está acontecendo, baixar as ansiedades e tensões, facilitando a adequação do paciente às reações emocionais advindas da percepção do zumbido.”, acrescenta.
O paciente deve ter em mente que o primeiro passo para o tratamento do zumbido é buscar um otorrinolaringologista, que então o encaminhará para outras especialidades necessárias. “O tratamento deve ser interdisciplinar – quando necessário –  para que todas as causas do zumbido sejam eliminadas”, evidencia o ortodontista e ortopedista facial, Gerson Köhler, que também faz parte da equipe do GAPZ, que conta ainda com fonoaudiólogos, odontologistas, fisioterapeutas, psicólogos, otorrinolaringologistas e outros profissionais que ajudam no diagnóstico e tratamento.

GAPZ
O Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ) tem a missão de informar e atualizar as pessoas sobre o que é, as causas, consequências e tratamentos para o zumbido, visando melhorar a qualidade vida e dar esperança a quem sofre com o problema.
As palestras contam com especialistas de diversas áreas como médicos otorrinos, odontologistas, fonoaudiólogos, psicólogos e fisioterapeutas, que dão orientações e esclarecem as dúvidas dos presentes.
Os encontros do GAPZ acontecem todas as primeiras sextas-feiras do mês, no 5º andar do anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, a partir das 14 horas. O evento é aberto para qualquer pessoa, a entrada é gratuita e quem quiser colaborar pode fazer a doação de um produto de higiene pessoal. Mais informações sobre o próximo encontro podem ser obtidas através do fone (41) 3225-1665.

Serviço: Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido
Próximo encontro: 03 de junho de 2011
Tema: Aspectos emocionais relacionados ao zumbido
Palestrante: Lesle Maciel, psicóloga
Horário: a partir das 14h
Local: 5º andar anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná
Agendamento de presença e mais informações: (41) 3225-1665
Entrada livre

Conheça os profissionais do GAPZ

A otorrinolaringologista, otoneurologista e coordenadora do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ) Rita de Cássia Guimarães, destaca que o GAPZ promove reuniões mensais com o objetivo de disseminar as novas descobertas sobre o zumbido, suas causas e tratamentos, promovendo a troca de experiências entre os portadores de zumbido e possibilitando o esclarecimento de dúvidas com profissionais especializados no assunto. “O GAPZ é composto por mim, pelo ortodontista Gerson Köhler, pela psicóloga Lesle Maciel, pela fonoaudióloga Izabella de Macedo e pela fisioterapeuta Vivian Pasqualin. Todos estes profissionais utilizam seus conhecimentos específicos no estudo e tratamento do zumbido”, acrescenta a médica.

Exames audiológicos ajudam a identificar possíveis causas do zumbido

“O zumbido surgiu de repente. Foi no dia 16 de fevereiro, era por volta das quatro da tarde. Ouvi um barulho de uma trovoada, depois uma ventania, então minha audição diminui uns 80% e comecei a perceber o zumbido. Não sei o que fazer e por isso vim aqui para aprender sobre ele”, conta Renato Rodrigues, 60, que participou pela segunda vez do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ).
No GAPZ de hoje a fonoaudióloga Izabella Pedriali de Macedo, mestre em Distúrbios da Comunicação, apresentou os principais exames audiológicos para o diagnóstico do zumbido. A palestra começou com explicações acerca do sintoma que incomoda mais de 28 milhões de pessoas. “O zumbido pode ter causas auditivas e para-auditivas e ele é a consequência de alguma alteração que ocorreu no organismo”, explica.
Segundo a especialista, oito ou nove de cada 10 pacientes com zumbido possuem algum grau de deficiência auditiva, por isso os exames audiológicos são tão importantes e solicitados com grande frequencia. “O primeiro contato do paciente deve ser com o médico otorrinolaringologista, que irá fazer um questionário, chamado de Anamnese, e pedir os exames necessários para que a causa ou as causas do zumbido sejam identificadas. Com base nos resultados dos exames e depois de identificada a causa do Zumbido é que se dá inicio o tratamento, que é individualizado para cada paciente, esclacere.
Entre os exames solicitados estão os exames audiológicos como a audiometria tonal limiar, que avalia se há perda auditiva, e se houver, qual o  grau e o tipo da mesma. A logoaudiometria, que verifica a capacidade do paciente de compreender o que está sendo falado. A imitanciometria avalia, entre outros aspectos, as condições da orelha média e a mobilidade do tímpano. Outro exame bem utilizado e bastante solicitado pelo médico em pacientes com zumbido é o limiar de desconforto auditivo, exame que avalia a sensibilidade do ouvido a diferentes intensidades de som.
Izabella observa que o exame de acufenometria deixou de ser solicitado pelos médicos, pois não fornece dados importantes para o tratamento, mas atualmente está voltando a ser utilizado pelos fonoaudiólogos devido aos avanços na tecnologia de equipamentos geradores de som utilizados no tratamento do zumbido. “Neste exame é utilizado um fone e são disparados estímulos com várias frequências e intensidades. O objetivo é identificar a intensidade e a frequencia do zumbido e saber com qual som ele se assemelha. É uma maneira de confortar o paciente e mostrar que entendemos a sua queixa”, ressalta.
A fonoaudióloga lembra que muitos mitos cercam o zumbido e devem ser esclarecidos. O zumbido não causa surdez, a surdez sim pode causar o zumbido. O zumbido não aumenta de volume, ele tem sempre o mesmo volume, o que muda é o grau de incômodo do paciente devido a vários fatores. Questões emocionais e psicológicas, por exemplo, podem contribuir para que o cérebro preste mais atenção no zumbido, dando a impressão de que ele está mais alto, e este será o tema abordado na próxima reunião do GAPZ, que acontece toda primeira sexta feira de cada mês no Hospital de Clínicas, finaliza.

Conheça algumas causas do zumbido

De acordo com a otorrinolaringologista, otoneurologista e coordenadora do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ) Rita de Cássia Guimarães, o zumbido é um sintoma que possui inúmeras causas como problemas ortodônticos, alterações metabólicas, alterações vasculares, doenças do labirinto, problemas musculares e problemas relacionados à audição. “É fundamental um tratamento interdisciplinar que atue em todos os fatores que desencadeiam o zumbido”, ressalta a médica.

Exames ajudam a diagnosticar as causas do zumbido

O portador de zumbido deve procurar um profissional especializado em otorrinolaringologia e tem que estar preparado para a bateria de exames que irão diagnosticar as causas do problema. Exames laboratoriais, como o de sangue, e de audição – que deve ser realizado por um fonoaudiólogo – são solicitados na consulta inicial. “De acordo com os resultados o médico poderá pedir outros exames, como tomografia computadorizada, ressonância magnética de ouvidos, de Doppler arterial e avaliações com outros profissionais, como ortodontista, fisioterapeuta e psicólogos”, esclarece a otorrinolaringologista, otoneurologista e coordenadora do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ) Rita de Cássia Guimarães.

Zumbido tem tratamento

É comum ouvir portadores de zumbido dizer que sofrem há anos com o problema, mas se conformaram ao ouvir dos médicos que não existe cura. A falta de conhecimento, tanto dos médicos quanto dos pacientes é o principal causador deste equívoco. “A tecnologia e os avanços científicos na área permitiram rastrear e diagnosticar inúmeras causas do zumbido, aumentado as chances de minimizar ou até mesmo de chegar à cura deste mal. Neste encontro abordaremos como é a consulta médica e quais são os exames complementares que podem ser feitos”, ressalta a otorrinolaringologista, otoneurologista e coordenadora do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ) Rita de Cássia Guimarães.

GAPZ de maio mostra os principais exames para o diagnóstico do zumbido

O próximo encontro do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ) acontece hoje (06), às 14 horas, no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba. O tema será “Principais exames médicos e audiológicos para o diagnóstico do zumbido” e terá como palestrantes a otorrinolaringologista, otoneurologista e coordenadora do GAPZ Rita de Cássia Guimarães e a fonoaudióloga Izabella de Macedo. “O zumbido é um sintoma e é preciso um diagnóstico precisa para determinar a sua causa”, explica Rita.

Zumbido é sintoma e não doença

De acordo com Rita de Cássia Guimarães, otorrinolaringologista, otoneurologista e coordenadora do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ), o zumbido é um sintoma – e não uma doença como muitas pessoas acreditam – que indica a existência de alguma alteração no organismo. “Ele pode ser definido como a percepção consciente de um som na ausência de uma fonte sonora externa que possa gerar este som. Ou seja, o ambiente pode estar em silêncio absoluto que o barulho vai continuar sendo percebido. Ele está dentro da cabeça e não fora”, ressalta.