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Há mais fatores de baixa do que de alta no mercado de trigo, neste momento

imagem_release_461858As cotações para o trigo da safra 2015/16 começaram a aparecer nos mercados futuros de Chicago e Kansas em julho de 2013, o que significa dizer que deste aquela época era possível fixar preços para a safra que estamos plantando no Brasil, hoje, segundo a Consultoria Trigo & Farinhas, especializada em mercados futuros.

Até agosto de 2014, as cotações oscilaram entre US$ 6,00 e US$ 7,60 por bushel, o que equivale a algo entre US% 12,34 e US$ 15,81/saca de 60 quilos posto no interior do Brasil, para um custo estimado em US$ 10,57/saca no Paraná e US$ 9,90/saca no Rio Grande do Sul. Isto significa que proporcionou ocasião para travamento de preços com lucros entre 16,74% e 49,57% no Paraná e 24,64% e 59,69% no Rio Grande do Sul, afirma Luiz Carlos Pacheco, analista sênior da Trigo & Farinhas.

Ocorre que, por não saber como lidar com mercados futuros, a imensa maioria dos triticultores brasileiros não aproveitou estas oportunidades. Hoje o mercado entre US$ 6,20 e US$ 537/bushel e nem começamos a colher ainda e a maioria dos agricultores nem pensa em travar preços, porque ainda não colheu nada.

Este conjunto de atitudes é que leva ao sentimento generalizado de que o trigo não dá lucro (sic!). Se, porém, houvesse uma consciência generalizada de utilização dos mercados futuros, o setor poderia crescer muito em direção à autossuficiência, uma vez que já foi comprovado que o Brasil pode produzir volume e qualidade superiores ao argentino, por exemplo, em que pese que ainda sofra com os custos, mas que seriam superados pelos ganhos de escala e proximidade dos mercados compradores.

Neste momento, os fatores que estão pressionando os preços do trigo nos mercados interno e externo são os grandes estoques do produto, segundo Pacheco. A Argentina está fazendo um estoque recorde de 3,2 milhões de toneladas, o Uruguai deve terminar o ano comercial com aproximadamente 500 mil toneladas, o Paraguai, idem, o Paraná com aproximadamente 300 mil toneladas e o Rio Grande do Sul com outras 200 mil toneladas. No total serão cerca de 4,6 milhões de toneladas no Mercosul, três vezes mais do que a média normal, que está ao redor de 1,5 milhão de toneladas. O mesmo acontece no mercado internacional, onde os estoques avaliados pelo USDA aumentaram 16,81 milhões de toneladas ou 8,31%, passando para 219,21 milhões de toneladas, recorde na história.

O que fazer, neste momento? Procurar um bom corretor de mercados futuros e aprender a travar preços futuros. Os lucros para a safra 2015/16 ainda estão ao redor de 10% e os da safra 2016/17, por exemplo, estão, neste momento, entre 11,91% para o trigo do Rio Grande do Sul e 18,84 para o trigo do Paraná.

Serviço: Luiz Carlos Pacheco

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Trigo – Mercado começa a precificar as chuvas

imagem_release_459464O mercado de trigo no PR esteve um pouco mais movimentado nesta semana, por causa do clima.  Os compradores estão na dúvida sobre a entrada e qualidade da nova safra. Os preços passaram de R$ 630,00/t para R$ 650,00/t nos últimos dias, com alguns negócios realizados, segundo a Consultoria Trigo & Farinhas.

No RS também os preços ficaram um pouco melhores, com ofertas a R$ 550,00/t no interior e comprador já estudando este preço, contra R$ 530,00 da semana anterior, afirma Luiz Carlos Pacheco, analista sênior da empresa.

As chuvas estão caindo intensamente sobre o Oeste e o Sudoeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e Noroeste e Oeste do Rio Grande do Sul. Nestas regiões os trigos estão recém plantados e os danos se limitam, por enquanto, ao encharcamento das lavouras, impedindo a entrada das máquinas para terminar o plantio. Por conta disto o Paraná teve avanço zero no plantio de trigo, que permanece por duas semanas em 97% e os trabalhos de tratos culturais não pode ser realizado, tanto neste estado quanto no Rio Grande do Sul.

Embora haja chuvas no norte do Paraná, elas são de menor intensidade e não prejudicam seriamente as lavouras. Contudo, como o percentual de lavouras em fase de floração antingiu 28% e de frutificação 10%, a partir de agora o estado começa a correr riscos de danos sobre o trigo plantado para a safra 2015/16, segundo Pacheco.

Serviço: Luiz Carlos Pacheco

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Você quer se aposentar antecipadamente?

imagem_release_446319As condições para se aposentar no Brasil têm sofrido mudanças que vão impactar a vida de todos os contribuintes. Segundo a Medida Provisória publicada pelo Governo Federal, o que acontece é que a maneira de calcular a aposentadoria vai mudar, já que a expectativa de vida da população aumentou, e isso impacta no tempo de serviço de cada trabalhador ligado ao INSS.

Segundo essa nova decisão, a aposentadoria por idade continua a mesma (60 anos para mulheres e 65 para homens), sendo que, nesse caso, o beneficiário tem direito a um salário mínimo por mês. Já a aposentadoria por tempo de contribuição, que é 30 anos para mulheres e 35 para homens, funcionará com sistema de “pontos”, quando o beneficiário quer ter direito à aposentadoria integral. Nesse caso, a soma a ser feita, da idade com a contribuição, deverá ser de, no mínimo, 85 para mulheres e 90 para homens.

Com esse novo cenário se apresentando no Brasil pode-se pensar: será que é uma boa ideia se aposentar cedo do que a aposentadoria por idade permite? De acordo com o advogado Tiago Kidricki, sócio do Kidricki e Sousa Advogados Associados, de Porto Alegre, alguns pontos devem ser analisados antes de tomar essa decisão. “As pessoas só pensam na parte do tempo livre e menor estresse, mas se esquecem que é muito difícil manter certo padrão de vida após a aposentadoria, salvo alguns casos especiais”, comenta.

Ele, que é especializado na área do Direito Previdenciário, explica que a decisão de se aposentar mais cedo deve levar em conta, principalmente, os fatores financeiros. “No Brasil, a maioria das pessoas não possui uma grande aposentadoria, o que pode complicar a situação de muitos. Aconselho que quem tiver interesse em se aposentar mais cedo procure diminuir seus gastos desde já, para se acostumar a um estilo de vida com uma renda menor. Leve em conta os projetos e despesas que você terá ao longo da vida – viagens, faculdade dos filhos, etc-, e pondere se a aposentadoria antecipada é uma boa opção”, afirma.

O advogado também fala que a pessoa precisa estar ciente de que seus benefícios também serão diminuídos. “Em idades mais avançadas, é necessário ter um plano de saúde que cubra eventuais emergências, algo que a maioria das empresas de médio e grande porte oferece aos seus funcionários e família. Além disso, é preciso estar em dia com seus documentos e pagamentos relativos ao governo, como o INSS, por exemplo. Quando as coisas não estão em ordem, dificilmente o contribuinte terá seus direitos assegurados, como o auxílio-desemprego ou auxílio-doença, quando necessário”, observa.

Kidricki finaliza, explicando que, antes de tomar qualquer decisão é recomendável que o indivíduo procure auxílio profissional, tanto no quesito de averiguar se sua situação financeira é favorável a uma aposentadoria antecipada, quanto no jurídico, para saber se a pessoa está com todos seus documentos, requerimentos e pagamentos em dia.

Serviço: Kidricki e Sousa Advogados Associados

Tiago Beck Kidricki – OAB/RS n. 58.280

Rua João Abbott 473/503 – Petrópolis, Porto Alegre

51 30283443

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A safra de trigo de 2014/15 foi maior do que se esperava e a próxima poderá ser recorde

imagem_release_423543A Consultoria Trigo & Farinhas divulgou seu segundo levantamento da situação da safra 2015/16 de trigo no Brasil e no Mercosul, estimando uma redução de 7,81% na área plantada em nosso país, mas, com o aumento da produtividade diante do clima favorável, projeta, por enquanto, também um aumento de produção da ordem de 7,13 milhões de toneladas, cerca de 4,70% a mais do que a safra anterior.

A safra do Mercosul para 2015/16, que compreende Brasil Argentina, Paraguai e Uruguai, está projetada para ser de 20,38 milhões de toneladas, cerca de 2,81% menor do que a safra atual, com um detalhe importante: a Argentina está fazendo estoques de 3,2 milhões de toneladas, que deverão ser vendidos na próxima temporada, baixando para zero as importações de fora do Bloco, especialmente dos Estados Unidos e do Canadá.

Para fazer o quadro de oferta e demanda desta safra, porém, a consultoria teve que fazer ajustes na produção da safra anterior, segundo Luiz Carlos Pacheco, analista sênior. “Há dois fatores que apontam para erros na estimativa da safra passada: a) os moinhos estão abastecidos até julho; b) estamos tendo uma importação 13,73% menor do que se esperava. Isto só pode significar que a safra brasileira de trigo de 2014/15 foi maior”, conclui Pacheco. Mas, há outro dado: as estimativas oficiais falam que a safra gaúcha foi de apenas 1.516,2 mil toneladas quando, somente as exportações deste estado, pesadas quilo a quilo pelas balanças do porto de Rio Grande, atingiram 1,504,0 mil toneladas. Se assim fosse, portanto, os moinhos gaúchos não teriam comprado absolutamente nada de trigo local para moer, o que também não é verdade. Para uma moagem de 1,5 milhão de toneladas o estado importou apenas 223 mil toneladas, significando que deve ter adquirido localmente pelo menos 1,3 milhão de toneladas. Assim, a safra gaúcha de 2014/15 foi reavaliada pela Consultoria Trigo & Farinhas em 2,36 milhões de toneladas.

A repercussão disto sobre os preços é evidente: na semana terminada em 06 de junho os preços pagos aos produtores recuaram -0,78% para R$ 29,22/saca no RS e -2,09%, para R$ 34,95/saca no PR. “Mas, isto se refere apenas aos preços do trigo disponível, da safra passada”, afirma Pacheco. “Os preços da próxima temporada estão maiores e apresentam lucro de 12,46% (R$ 39,34/sc)  no Paraná e 15,37%  (R$ 31,97/sc) no Rio Grande do Sul”, afirma o analista, demonstrados em sua Análise Semanal, divulgada na última sexta-feira.

Como todos os agricultores sabem, porém, a produção agrícola é muito instável e tanto o clima quanto os preços podem mudar até a colheita. Por isso, seria necessário aproveitar as oportunidades que o mercado oferece agora para fixar os preços lucrativos que o mercado futuro está proporcionando.

Serviço: Luiz Carlos Pacheco

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Preços do trigo apresentam lucratividade para esta e as próximas duas safras

imagem_release_428836O acompanhamento diário feito pela Consultoria Trigo & Farinhas registra que a média dos preços do trigo disponível, da safra 2014/15, pagos aos produtores do Paraná, na semana encerrada em 22 de maio, foi de R$ 35,70/saca, cerca de 1,44% acima dos R$ 35,19/saca pagos na semana anterior. Este preço está 6,73% acima do Preço Mínimo de Garantia do Governo Federal e apresenta um lucro de 36,31% sobre os Custos Variáveis de Produção, calculados pela Embrapa para o estado.

Já os preços para permuta por insumos (sementes, fertilizantes, máquinas, ou barter), segundo Luiz Carlos Pacheco, analista da Consultoria,  para a próxima safra 2015/16 fecharam nesta sexta-feira a R$40,33/saca, para dezembro/15. Este preço está 15,29% acima do novo Preço Mínimo do Governo Federal (R$ 34,98) para a próxima safra. Transformado em dólar, equivale a US$ 12,30 e fica 7,24% acima do Custo Variável de Produção, de US$ 11,47/saca segundo Pacheco.

Para a safra 2016/17, a cotação serve para definir a boa lucratividade. Com um Custo Variável de Produção estimado em US$ 11,47/saca, o preço desta sexta-feira recuou para US$ 12,79 (13,04)/saca para o trigo do Paraná, com lucro de 11,50% (13,69%), ainda excelente, sobre o Custo Variável de Produção, de US$ 11,47/saca. [Nota: a Consultoria usa um custo maior (US$ 11,47=R$ 37,58), do que o custo projetado da Conab, que é de R$ 34,98].

Na sua Análise Semanal da última sexta-feira a Consultoria verificou que no Rio Grande do Sul, os preços médios pagos aos agricultores pelo trigo disponível da safra atual, de 2014/15, ficaram em R$ 29,98/saca, cerca de 1,24% acima do preço médio da semana anterior, que foi de R$ 29,61/saca. Estes preços estão 13,04% acima do Preço Mínimo de Garantia do Governo Federal (R$ 26,52) para esta temporada.

Já os preços para permuta por insumos (sementes, fertilizantes, máquinas) para a próxima safra 2015/16 fecharam nesta sexta-feira a R$ 32,46 (30,13). Este preço está 16,84 (8,45)% acima do novo Preço Mínimo do Governo Federal (R$ 27,78) para a próxima safra. Transformado em dólar, equivale a US$ 9,90 (9,47)/saca, que deve ser comparado com o Custo Variável de Produção do trigo gaúcho em dólar.

Para a safra 2016/17, o preço da última sexta-feira foi definido em US$ 12,06 (10,95)/saca para o trigo do Rio Grande do Sul, que deve ser comparado com o Custo Variável de Produção do trigo gaúcho em dólar, que é um custo menor do que o do Paraná, segundo Pacheco.

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O Preço Mínimo e o Preço de Mercado: qual deve cobrir os custos do trigo?

imagem_release_426362O excesso de dependência do governo  é um vício em nosso país e está travando o real progresso do Brasil. Todos esperam que o governo resolva coisas que, no fundo, deveriam ser resolvidas pelas próprias pessoas, empresas ou associações.

A Consultoria Trigo & Farinhas acompanha diariamente os preços do trigo no Brasil e no Mundo, nos mercados físicos e futuros, desta e das próximas duas safras e encontra quase todos os dias percentuais de lucratividade nos comparativos entre os preços de mercado disponíveis a todos e os respectivos custos de produção.

Infelizmente, não vemos esta mesma preocupação nos diversos órgãos que se propõe a acompanhar este e outros produtos, em nosso país. Os mercados são acompanhados como quem dirige um carro olhando para trás e não para a frente, como deve ser, afirma Luiz Carlos Pacheco, analista sênior da Consultoria.

Especificamente no caso do trigo, as manchetes indicam que o Preço Mínimo do trigo não cobre os custos de produção. Certo, o Preço Mínimo é uma garantia (excelente na teoria, sofrível na prática), mas o produtor deve fiar-se mais nos preços de mercado, que realmente lhe dão condições de operacionalidade, do que o preço oferecido pelo governo, que não é comprador regular dos diversos produtos.

Vale dizer que há uma grande confusão sobre os preços: agricultores e dirigentes costumam misturar preços de uma safra com custos de produção de outra e tirar conclusões erradas, levando alguns agricultores a reduzirem a área de plantio quando poderiam aumentá-la, com lucro. Para considerar a lucratividade do trigo para a próxima safra deve-se tomar os preços da safra 2015/16 (futuros) e não os preços da safra 2014/15 (disponíveis), como é o que acontece. E, como as bolsas de mercadorias já apresentam preços para 2016/17, é preciso acompanhar diariamente estes preços para já aproveitar para fixar preços lucrativos, quando surge a oportunidade, uma vez que os mercados flutuam muito e criam diversas ocasiões em que isto acontece.

Na última sexta-feira, por exemplo, afirma Pacheco, o preço médio do trigo disponível, da safra 2014/15, para o estado do Paraná, estava a R$ R$ 34,94/saca, 4,45% acima do Preço Mínimo de Garantia do Governo Federal para esta safra e 33,41% (lucro) acima do Custo Variável de Produção de R$ 26,19, estimado pela Embrapa para o estado. Já o preço para a próxima safra, usado pelas empresas e agricultores para as trocas por insumos, máquinas e adiantamentos, estava a R$37,49/saca, para dezembro/15. Transformado em dólar, equivale a US$ 11,78 e fica 2,70% acima do Custo Variável de Produção, de US$ 11,47/saca. Por sua vez, os preços do trigo da safra 2016/17, para pagamento em dezembro de 2016, estavam a US$ 13,04/saca para o trigo do Paraná, com lucro de 13,69% (excelente) sobre o Custo Variável de Produção, de US$ 11,47/saca.

Como se vê, é para o mercado que agricultores e dirigentes devem olhar e não para o governo, que pode sempre fazer menos por nós do que nós mesmos, segundo Pacheco.

Mas, onde encontrar estes preços, se nenhuma empresa oferece estes valores? Nos mercados futuros, afirma Pacheco. São operações tão sofisticadas, quanto a manipulação de um trator ou colheitadeira computadorizada, mas disponíveis a quem se dispuser a aprender. “O setor de produção se sofisticou muito nos últimos 40 anos, agora é a vez do setor de comercialização; o resultado é a lucratividade das lavouras e a independência do setor”, conclui Pacheco.

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Preços pagos aos agricultores recuam -0,32% no PR, mas sobem 2,84% no RS

imagem_release_423543O boletim Trigo & Farinhas da última sexta-feira mostrou que os preços do trigo no mercado disponível da safra atual, 2014/15, pagos aos agricultores do Paraná recuaram -0,32% nesta semana, passando para R$ 34,94/saca, segundo o relatório semanal do Deral, contra R$ 35,05/sc da semana anterior. Apesar da queda o novo preço está 4,45% acima do Preço Mínimo de Garantia do Governo Federal para esta safra e 33,41% (lucro) acima do Custo Variável de Produção de R$ 26,19, estimado pela Embrapa para o estado.

Luiz Carlos Pacheco, analista sênior da Consultoria, afirma que o importante é olhar para frente. Por isso sua empresa calcula regularmente os preços para as próximas duas safras. Assim, os preços para permuta por insumos (sementes, fertilizantes, máquinas) para a próxima safra 2015/16 fecharam nesta sexta-feira a R$37,49/saca, para dezembro/15. Este preço está 7,17% acima do novo Preço Mínimo do Governo Federal (R$ 34,98) para a próxima safra. Transformado em dólar, equivale a US$ 11,78 e fica 2,70% acima do Custo Variável de Produção, de US$ 11,47/saca.

Para a safra 2016/17, a cotação serve para definir a boa lucratividade. Com um Custo Variável de Produção estimado em US$ 11,47/saca, o preço desta sexta-feira foi definido em US$ 13,04/saca para o trigo do Paraná, com lucro de 13,69% (excelente lucro) sobre o Custo Variável de Produção, de US$ 11,47/saca, informa Pacheco.

No Rio Grande do Sul, os preços médios pagos aos agricultores pelo trigo disponível da safra atual, de 2014/15, ficou em R$ 29,61/saca, cerca de 2,84% acima do preço médio da semana anterior, que foi de R$ 28,79/saca. Este preço está 11,65% acima do Preço Mínimo de Garantia do Governo Federal (R$ 26,52) para esta temporada.

Já os preços para permuta por insumos (sementes, fertilizantes, máquinas) para a próxima safra 2015/16 fecharam nesta sexta-feira a R$30,13. Este preço está 8,45% acima do novo Preço Mínimo do Governo Federal (R$ 27,78) para a próxima safra. Transformado em dólar, equivale a US$ 9,47/saca, que deve ser comparado com o Custo Variável de Produção do trigo gaúcho em dólar.

Para a safra 2016/17, a cotação serve para definir a boa lucratividade. O preço desta sexta-feira foi definido em US$ 10,95/saca para o trigo do Rio Grande do Sul, que deve ser comparado com o Custo Variável de Produção do trigo gaúcho em dólar.

Serviço: Trigo&Farinhas

Luiz Carlos Pacheco

Analista dos mercados agrícolas, palestrante e editor do boletim diário Trigo&Farinhas

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CONAB estima em 7,0 e USDA em 6,5 milhões de tons a safra 2015/16 de trigo do Brasil

74Os dois relatórios trigo foram divulgados nesta terça-feira. O da Conab saiu na parte da manhã e o do USDA à tarde e trazem as estimativas iniciais sobre a produção da próxima safra de trigo no Brasil, entre outros dados.

Segundo a Conab-Cia de Abastecimento Nacional, órgão do Ministério da Agricultura, a safra brasileira de trigo foi estimada em 7,045 milhões de toneladas, 18,0% acima dos 5,97 milhões produzidas na safra anterior, de 2014/15. Este aumento de produção deverá ser resultado de um provável aumento de 24,6% na produtividade, que deverá passar de 2,165 kg/ha, para 2.697 kg/ha, por duas razões: a) melhoria de tecnologia utilizada pelos produtores; b) melhoria das condições climáticas, uma vez que todas as previsões para esta safra são de chuvas esparsas durante todo o período de desenvolvimento das plantas. O documento não faz ainda previsões sobre o quadro de oferta & demanda.

Já o relatório mensal do USDA-Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, registra que a safra brasileira de trigo deverá ser de 6,5 milhões de toneladas, contra sua estimativa de 6,0 milhões de tonelada da safra anterior. Por conta disso, o USDA estima também uma necessidade de importação exatamente igual à de produção, isto é, outras 6,5 milhões de toneladas para a próxima temporada, para satisfazer a demanda de 11,6 milhões de tons do Brasil.

“A previsão da Conab reduziu pela metade os rumores sobre redução da área de trigo nesta safra” afirma Luiz Carlos Pacheco, analista sênior da Consultoria Trigo & Farinhas. No mês passado todas as autoridades do Rio Grande do Sul falavam em redução de 20% e a Conab colocou a redução da safra gaúcha em 10%; também no Paraná os rumores eram de uma redução de 5% e a Conab colocou em 2,3%.  O analista afirmou também que as perspectivas de uma boa safra são efetivas para esta temporada, uma vez que deverá ocorrer um fenômeno el Niño atípico, isto, é, com chuvas esparsas durante todo o período, que garantirão uma boa produtividade. “Esta estimativa de boa produtividade deverá reduzir os aumentos de custos e fazer com que mais agricultores ainda aproveitem o prazo do zoneamento agroclimático para aumentar a área. Poderemos ter novas alterações no relatório do próximo mês”, conclui Pacheco.

Outro fator importante são os preços para a safra 2015/16, que estão muito bons, afirma o analista da Consultoria Trigo & Farinhas. Para um custo ao redor de US$ 11,47/saca, “os preços para travamento da safra 2015/16 para dezembro de 2015 fecharam nesta segunda-feira a R$ 36,09 ou US$ 11,83/saca e os da safra 2016/17, para dezembro de 2016, a R$ 44,54 ou US$ 12,37/saca.”

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Preços do trigo agora dependem apenas do dólar e de Chicago para subir mais

76Com a entrada do trigo paraguaio em níveis mais baixos do que os do trigo nacional no Paraná, o trigo local disponível da safra 2014/15 deixou de subir nos últimos 10 dias.

Auxiliado pela queda do dólar e das cotações de Chicago neste período, o trigo paraguaio está sendo oferecidos a US$ 250,00/t em Curitiba, equivalente a RR$ 770,00; US$ 245 em Ponta Grossa, equivalente a R$ 755,00; US$ 235,00 em Guarapuava/Irati, equivalente a R$ 724,00 e US$ 230/t, equivalente a R$ 708,00 na região de Cascavel, praticamente iguais aos preços pagos pelo trigo local, analisa Luiz Carlos Pacheco consultor do Trigo & Farinhas.

Os vendedores de trigo no Rio Grande do Sul também estão conscientes da sua situação e tentam colocar o seu produtonos níveis dos trigos importados que, com a alta do dólar desta segunda-feira, atingiram cerca de R$770,00/t CIF moinhos, contra algo em torno de R$ 750/760 do trigo local. Mas, resta pouco trigo local paraser ofertado e nem tudo de boa qualidade, a metade, pelo menos, é de enchimento, não suportando, portanto este preço.

Para a safra 2015/16, que está sendo plantada neste momento, o preço fechou nesta segunda-feira em R$ 36,11/saca para o trigo paranaense e R$ 28,93/saca para o trigo gaúcho, para entrega e pagamento em dezembro/15. Os preços da próxima safra estão 1,20% acima dos preços médios atuais no Paraná e 0,55% no Rio Grande do Sul, respectivamente.

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Consolidadas todas as condições para aumentar a área de trigo da próxima safra 2015/16

74O anúncio da elevação em 4,5% do Preço Mínimo de Garantia do Governo Federal, que passará para R$ 34,95/saca para o trigo pão, contra R$ 33,45 da safra anterior veio se somar aos outros dois fatores importantes para o aumento de área do trigo:

a)      a boa lucratividade atual que, segundo a Consultoria Trigo & Farinhas, está em 34,21% para o trigo disponível da safra 2014/15 e de 14,21% para a próxima safra de 2015/16, no Paraná e de 7,86% para o trigo doméstico e

b)      as previsões de clima favorável, feitas pelos meteorologistas: não deve faltar chuva para a safra de inverno, segundo os meteorologistas. Está chovendo bem em todas as regiões produtoras e deverá haver chuvas constantes no Centro-Oeste, Sudeste do Paraná durante as próximas duas semanas, até o fim de abril. Depois disso, não haverá uma interrupção total das precipitações, como é comum no outono e inverno da região central do país. Para a maior parte das regiões produtoras, não há previsão de ausência de chuvas, mas pancadas isoladas.

Com isto, é possível que a área plantada seja igual ou superior aos  1,271,57 mil hectares previstos no Paraná e 912 mil hectares previstos para o Rio Grande do Sul na safra 2015/16 e 2.425,27 mil hectares em todo o Brasil.

Como o clima deve ser favorável, segundo os meteorologistas, diante de um El Niño moderado que não deixará faltar chuvas, ainda que esparsas, acredita-se, neste momento, em uma produtividade média para o Brasil de 2.753 quilos/hectare, o que poderá proporcionar uma produção ao redor de 6,7 milhões de toneladas para a próxima temporada.

A elevação do Preço Mínimo sempre tem um impacto favorável sobre as decisões dos agricultores e, quando ela é tomada antes do plantio, como neste ano, deverá contribuir para uma decisão favorável do agricultor.

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Em 2015 poderá haver abundância de trigo no Mercosul, prevê Consultoria

62A Consultoria Trigo & Farinhas divulgou nesta semana o seu primeiro Levantamento sobre a área, produtividade e produção de trigo para a safra 2015/16 no Brasil e no Mercosul. Nele, a área a ser plantada no Bloco deverá ser -9,34% menor do que a safra anterior e a produção -1,69% menor, mas, se o clima for favorável, deverá haver abundância do produto graças aos estoques 138,63% maiores que a Argentina está acumulando na atual temporada, retendo exportações, na tentativa de baixar os preços internos.

Luiz Carlos Pacheco, diretor da Consultoria Trigo & Farinhas, analisa país por país do Bloco e, no caso do Brasil, estima que a área plantada de trigo para a safra 2015/16 seja de 2.425,27 mil hectares, cerca de -12,06% a menos do que os 2.757,90 mil ha plantados na safra anterior. Esta redução deverá ocorrer principalmente na região Sul, onde deverá haver uma redução média de -13,24% para 2.259,25 mil ha. A boa notícia é que as regiões Centro-Oeste e Sudeste deverão aumentar as áreas plantadas em 9,87% e 7,66%, respectivamente. Estas duas regiões são as mais promissoras para o plantio de trigo a médio e longo prazo, no continente, pois tem uma qualidade melhor que o trigo argentino e a maior produtividade por hectare da América do Sul, entre 5.000 e 6.000 quilos/hectare, contra a média de 2.651 kg/ha do Mercosul.

Os demais países do Bloco também deverão plantar menos trigo na safra 2015/16, segundo Pacheco, diante das dificuldades de financiamento e preços baixos, que geram problemas de custo/benefício e, no caso argentino, de incertezas políticas, pois o trigo será plantado no atual governo e colhido no próximo, não havendo garantias de que as reivindicações do setor de eliminar ou reduzir o atual imposto de importação de 23% e liberar as exportações serão atendidas ou não. Assim, a redução da área plantada na Argentina deverá ser de -6,8%, no Paraguai de -9,3% e no Uruguai de -15,78%.

O clima está sendo previsto como favorável para todo o período de plantio e desenvolvimento do trigo, graças à ocorrência de um fenômeno El Niño que foge das suas características clássicas, favorecendo, desta vez, a entrada de frentes frias e de chuvas nos próximos meses, sem, contudo, a ocorrência de geadas.

Maiores detalhes deste estudo de seis páginas poderão ser obtidos via email para luiz@trigoefarinhas.com.br.

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