As mulheres também podem descobrir o câncer de próstata

imagem_release_531828Se o Outubro Rosa é uma campanha de conscientização das mulheres a respeito do câncer de mama, o Novembro Azul se trata da luta contra o câncer de próstata. O movimento teve início na Austrália em 2003 pelo Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata e, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 69 mil casos são diagnosticados todo ano, sendo que um a cada seis homens sofre com a doença.

A próstata é uma glândula que fica localizada abaixo da bexiga e à frente do reto, envolvendo a uretra e responsável também por produzir sêmen. O câncer nesse órgão é o sexto mais comum no mundo e provoca um inchaço na região. Além disso, apenas o câncer de pele ultrapassa esse tipo de tumor para as pessoas do sexo masculino.

Para a psicóloga clínica voltada para a saúde do homem Carla Ribeiro, o que agrava a situação da doença é que os homens demoram muito para diagnosticá-la. “O homem não se preocupa muito em ir atrás do exame por dois principais motivos. O primeiro é porque, culturalmente, ele não tem esse hábito de fazer um check-up e ver se está tudo dentro dos conformes. Já o segundo é pelo exame em si e isso porque é por meio o exame é pelo toque retal. Só que muitos homens ainda têm o pensamento ultrapassado de que vai deixar de ser mais homem por causa disso e coisas do gênero, o que é uma bobagem”, explica.

Porém, quanto mais cedo a doença for identificada, maior a chance de tratamento. “Pelos homens não realizarem o exame rotineiramente, fica mais difícil o tratamento. Se você descobrir a doença no início, a chance de cura é de 80% e não existe nenhum sintoma. Mas quando a doença é antiga e não foi diagnosticada, ela pode se espalhar por outros órgãos e passar a causar dores. Isso mostra que essa mentalidade dos homens precisa ser ainda mais combatida”, diz a psicóloga.

A doença atinge com mais frequência aqueles que tenham 50 anos ou mais, por isso existe uma preocupação maior com essa faixa etária. “Apesar da idade avançada aumentar os riscos do câncer de próstata, a hereditariedade também é um fator que interfere. Se o homem teve um avô, um tio ou o pai com a doença, ele tem mais chances de desenvolvê-la também. Nesses casos, os parentes podem até ficar mais conscientes em relação a doença e se prevenirem, mas não é o que geralmente acontece”, conta a especialista.

Assim, as mulheres podem ter mais uma grande influência na vida dos homens de sua vida ao alertá-los e fazerem com que eles percam o preconceito do toque retal. “A participação da esposa, filha, neta, sobrinha ou até mesmo de uma amiga pode ser fundamental para convencer o homem a realizar o exame. Elas podem ser as responsáveis pela descoberta e, consequentemente, da cura de uma doença que tira mais de 13 mil vidas ao ano”, conclui Carla.

Serviço: Carla Ribeiro

Psicóloga Clínica e Hospitalar voltada para Saúde do Homem

E-mail:  caribeiro.psi@gmail.com

Página: https://www.facebook.com/psicologacarlaribeiroRJ

Celular: 21 9.9908-1834

Endereço: Av. Nelson Cardoso, 1149 – sala 1213, Jacarepaguá (Taquara), Rio de Janeiro/RJ.

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