Consultoria T&F reduz produção brasileira de trigo em 15,93% para 5,73 MT e aumenta necessidade de importação

27 tiempo de cosechaNo seu 5º Levantamento sobre a safra brasileira de trigo para o período 2015/16, a Consultoria Trigo & Farinhas reduziu para 5,73 milhões de toneladas a safra de trigo da atual temporada, cerca de 13,83% a menos do que o último relatório oficial da Conab-Cia Nacional de Abastecimento, vinculada ao Ministério da Agricultura, devido aos problemas climáticos ocorridos justamente na época da colheita.

“E nem tudo o que for colhido servirá para consumo humano”, alerta Luiz Carlos Pacheco, analista sênior da Consultoria. A produção do Rio Grande do Sul deverá ser de 1,64 milhão de toneladas, das quais cerca de 1,0 milhão será apenas para consumo animal, devendo ser exportada como trigo forrageiro, afirma Pacheco.

Também a safra do Paraná deverá ter neste ano uma redução de 10,85% devido às  intempéries climáticas, principalmente na região sul e sudoeste. Com isto o estado deverá produzir cerca de 3,38 milhões de toneladas, contra 3,76 MT do ano passado, das quais 700 mil toneladas de trigo forrageiro.

Como resultado, restarão 2,68 milhões de toneladas de trigo para consumo humano no Paraná que, somadas às 640 mil tons do Rio Grande do Sul, mais as 517 mil tons produzidas no Sudese e Centro-Oeste, gerarão uma disponibilidade brasileira de 3,98 milhões de toneladas de trigo panificável, a menor dos últimos 10 anos, para atender uma demanda de 10,05 milhões de toneladas (que também sofreu uma redução de 9,05% neste ano, dados os problemas da economia brasileira), gerando uma necessidade de importação próxima a 6,0 milhões de toneladas, entre o que for adquirido em grão e em farinha equivalente, contra 5,19 MT do ano anterior, afirma Pacheco.

“O problema das importações é o dólar alto”, segundo a Consultoria Trigo & Farinhas. Embora a moeda americana tenha tendência de se acomodar à medida que as questões políticas forem se resolvendo, ainda assim deverá permanecer em níveis elevados, numa média de R$ 3,50/US$, porque os problemas da economia demorarão mais tempo para serem resolvidos, encarecendo os subprodutos do trigo, como o pãozinho nosso de cada dia.

Outra questão levantada pela Consultoria é a regionalização do plantio do trigo. “Com a redução da produção e da qualidade do trigo argentino, a tendência é o Brasil se tornar autossuficiente a médio e longo prazo, primeiro aumentando a produção no Sul, mas expandindo fortemente em direção ao Centro-Oeste, onde a produtividade e a qualidade são bem maiores e os riscos muito menores, além de ficar mais próxima dos centros de consumo, afirma Luiz Carlos Pacheco.

Serviço: Luiz Carlos Pacheco

Editor – https://www.linkedin.com/pub/luiz-carlos/30/862/21

Contatos: 00 55 41 3209-8542, 00 55 41 9826-3697

Skype/email: luiz.pach@hotmail.com

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