Como ficará o preço das farinhas com o dólar a US$ 3,70 ou mais?

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À medida que o dólar sobe e as chuvas que podem danificar as safras da América do Sul se aproximam as preocupações dos moinhos brasileiros, especialmente os do Nordeste, que dependem em quase 90% de trigo importado, aumentam consideravelmente. Some-se a isto a perspectiva de mais desemprego e mais inflação nos próximos 12 meses. Traduzindo, isto significa produtos mais caros e menos demanda interna, segundo comentário publicado nesta quinta-feira pela Consultoria Trigo & Farinhas, de Curitiba.

A que preço terá que ser vendida a farinha comprada a quase R$ 1.000,00/tonelada? Os trigos importados fecharam nesta quarta feira a: Americano a R$ 1.163,53/t em Santos e R$ 1.079,43 em Fortaleza; Argentino a R$ 1005,27 em Santos e R$ 997,84 em Fortaleza; Uruguaio a R$ 947,08 em Canoas e o Paraguaio a R$ 909,30 em Curitiba, segundo Luiz Carlos Pacheco, analista sênior da consultoria.

Se agora, que o trigo nacional pode ser comprado ao redor de R$ 650,00 nos estados do Sul, há uma retração violenta da demanda no mercado de biscoitos e uma retração mediana no mercado de distribuição, se a produção nacional sofrer quebra de qualidade de panificação e o volume importado aumentar, haverá problemas sérios. Isto é mais certo para os moinhos do Nordeste, como foi dito acima, afirma Pacheco.

Os moinhos terão que aumentar os preços. Será relativamente fácil com as farinhas de panificação (as padarias aceitam os aumentos com mais facilidade), mas será extremamente difícil para as farinhas industriais (porque os consumidores simplesmente deixam de comprar biscoitos, por serem considerados supérfluos).

Isto já vem acontecendo há alguns meses no Brasil inteiro, não apenas no Nordeste. Muitas fábricas de biscoito estão fechando no Brasil, ou se tornando inadimplentes. Mas, a situação tende a piorar.

Já quem vende farinhas de panificação ainda está se aguentando, embora também o volume de vendas tenha caído. Infelizmente não há uma mensuração mensal dos volumes comprados/vendidos no Brasil o que nos impede de acompanhar com mais precisão a evolução do mercado. Mas, os vendedores que estão presentes no dia a dia sentem na ponta dos dedos, a retração da demanda e a relatam.

Por tudo isso não conseguimos ver um cenário muito animador para toda a cadeia do trigo no período setembro/15-dezembro/16, afirma a Consultoria Trigo & Farinhas. Se o Brasil e o Mercosul conseguirem colher trigos de boa qualidade, haverá queda nos preços de toda a cadeia, satisfazendo o consumidor e penalizando o agricultor; se não colher, será ainda maior a retração da demanda, pelos altos preços dos produtos, penalizando os dois, porque o produtor não terá o que vender e o consumidor pagará mais caro pelo produto importado.

Serviço: Consultoria Trigo & Farinhas, de Curitiba

Contato: Luiz Carlos Pacheco

Editor – https://www.linkedin.com/pub/luiz-carlos/30/862/21

Contatos: 00 55 41 3209-8542, 00 55 41 9826-3697

Skype/email: luiz.pach@hotmail.com

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