Lute contra seus instintos de Don Juan

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Quem não conhece alguém que tem “fama de Don Juan”? Esse personagem, na verdade, surgiu na Espanha, e, segundo a lenda, era um homem que seduzira uma jovem de família nobre, e também assassinara seu pai. A lenda que, apesar de ter um fim trágico, culminando na morte do conquistador, serve até hoje de inspiração para filmes, peças e livros que retratam homens que fazem de tudo para conquistar belas moças.

Hoje em dia, quando alguém se refere à um homem como Don Juan, quer dizer que ele é mulherengo e sedutor, não aguentando ficar longe de um “rabo de saia”, e fazendo de tudo para conquistar uma mulher, mesmo (e principalmente) quando ela não se mostra interessada. Segundo o psicólogo João Alexandre Borba, do Rio de Janeiro, esse tipo de comportamento, observado em diversos homens, possui um nome condizente com as ações. “Um indivíduo desses possui a Síndrome de Don Juan, em que a sedução, as conquistas e a busca incansável pela idealização de uma grande mulher são muito presentes”, afirma.

Ele diz que esse tipo de comportamento é muito observado em homens que são exageradamente vinculados à mãe. “É aquele homem que, quando criança teve uma ligação quase simbiótica com a mãe, seja através de uma relação boa ou ruim. Esta ligação acaba gerando uma idealização da figura materna, quase como uma deusa dotada de uma perfeição incrível. Isso pode ser extremamente perigoso, pois por mais que sua mãe realmente seja uma pessoa incrível que mereça admiração, ela é um ser humano como outro qualquer, que comete falhas, e, quando isso acontece, pode ocorrer uma grande desilusão na vida do filho, deixando marcas profundas.  Por não conseguirem amadurecer o seu lado masculino, muitos destes homens saem pelo mundo procurando sua mãe em outras mulheres”, explica.

Borba pontua que, quando essa frustração acontece, o comportamento Don Juan se inicia. “Como seu lado masculino é abalado, esse homem acaba tendo um desejo fortíssimo de se relacionar com diversas mulheres na expectativa de encontrar essa ‘mulher ideal’, que, antes, ocupava o cargo da sua mãe. Assim, essa pessoa pode se tornar avessa à intimidade, encontrando sempre desculpas para que a união não dure, exatamente por ter encontrado as falhas de cada uma das mulheres, que são extremamente normais. Com medo da intimidade em suas próprias emoções, esse homem não encontra estabilidade para seus relacionamentos”, observa.

O psicólogo finaliza, lembrando que a hora que o próprio Don Juan perceber que seu comportamento é destrutivo, e pode acabar com seu futuro, deixando-o sozinho, é o melhor momento para procurar ajuda. “Por meio da psicologia, é possível encontrar a raiz para seus problemas, e encontrar forças para lutar contra seus instintos desgovernados, que seriam os de não se envolver profundamente com uma mulher”, conclui.

Serviço: João Alexandre Borba

Co-CEO do Instituto Internacional Japonês de Coaching e Psicólogo

joao.alexandre@live.com

https://www.facebook.com/joaoalexandre.c.borba

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